Vegetação tropical do planeta armazenaria 21% a mais de gases estufa do que se pensava

Vegetação tropical emite menos CO2 do que se pensava, diz estudo – Sumidouros de carbono armazenariam 21% a mais de gases estufa.

Mapeamento de cientistas ajuda na vigilância de países contra o desmate.

Estudo publicado na revista científica “Nature” mostra um novo mapeamento feito por cientistas sobre a vegetação tropical do planeta e aponta que as regiões que abrangem florestas, savanas e matas com arbustos guardariam 21% a mais de carbono do que se pensava.

Isto significaria uma desaceleração no desmatamento dessas áreas, consideradas sumidouros de carbon, que absorvem naturalmente este gás de efeito estufa da atmosfera e o armazenam no solo — mais florestas em pé, menos CO2 emitido.

Para se ter ideia, a Amazônia concentraria 30% de todo carbono do mundo, cerca de 100 bilhões de toneladas.

Com uma combinação que utilizou dados de satélite com informações colhidas em campo, pesquisadores das universidades Boston e de Maryland, ambas dos Estados Unidos, criaram um mapa que reúne informações da África, Ásia e América.

Essas estimativas são necessárias e fundamentais para a compreensão da qunatidade de carbono liberado na atmosfera devido às mudanças na cobertura vegetal e uso da terra.

Aquecimento global

O desmatamento de florestas tropicais é considerado uma importante fonte de emissões de gases de efeito estufa, liberando a 1,1 bilhão de toneladas de CO2 ao ano.

O projeto auxilia nações e projetos ambientais a determinar melhores estimativas de emissões de carbono, necessárias para relatórios emitidos à Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas – UNFCCC, na sigla em inglês, que apoiam a iniciativa Redd+ Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação.

Greg Asner, ecologista da Carnegie Institution for Science, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (30) que “a resolução do mapa pode ajudar os países a implementar atividades de melhorar a gestão da floresta e auxiliará no combate às alterações climáticas”.

Do Globo Natureza

EcoDebate, 01/02/2012

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