USA – INCOERÊNCIA.

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Acompanhamos dois conflitos que vem causando grande impacto em termos de sofrimento e morte sobre populações civis. O Conflito da Faixa de Gaza e as barbáries praticadas pelo Estado Islâmico (ex-ISIS) na Síria e no Iraque. Milhares de refugiados étnicos e religiosos no Iraque e o total de vítimas devido à ofensiva israelita em Gaza – são mais de 2.030 palestinos mortos e, pelo menos, 10.300 feridos. Entre os mortos estão 541 crianças, 250 mulheres e 95 homens idosos e a ONU informa que acomoda mais de 63 mil deslocados em Gaza.

A inteligência de Israel estima que mais de 3.300 foguetes foram disparados em direção ao país causando prejuízos materiais e algumas vítimas fatais entre civis. As Forças de Defesa de Israel afirmam que cerca de 3.000 foguetes foram destruídos e que outros 3.000 ainda estejam estocados em Gaza e 64 soldados israelenses foram mortos em combate.

No Iraque, combatentes do Estado Islâmico mataram 500 integrantes da etnia iraquina Yazidi e vem impondo um regime de terror nos territórios ocupados, causando uma onda de refugiados étnico-religiosos.

Está claro que uma paz duradoura em ambos os conflitos está longe de ser alcançada e estes conflitos já podem ser classificados como grandes catástrofes humanitárias, que exige uma resposta imediata do mundo civilizado. O que causa surpresa é a postura dos EUA, que reage com timidez injustificável em face a esta grande crise humanitária. Quando os interesses dos EUA estavam em jogo, a superpotência não hesitou em invadir o Iraque (mesmo sem o suporte legal da ONU) e o Afeganistão, enviando um grande número de tropas e mobilizando uma imensa força bélica, que culminou com a ocupação e posterior desocupação do Iraque, em decorrência de decisão do Presidente Obama. Ainda continuam a liderar as forças da ONU no Afeganistão, de onde também pretendem se retirar.

Agora que os seus interesses não estão imediatamente em jogo, atuam de forma tímida, quando deveria estar liderando um movimento no âmbito da ONU para uma intervenção militar, tanto na Faixa de Gaza, quanto ao ataque do Estado Islâmico. O Conselho de Segurança da ONU deve ser convocado para a formação de uma força internacional de paz para ocupar a zona de conflito entre israelenses e palestinos, com o objetivo de desarmar ambos os lados e criar o Estado Palestino, com garantias através de forças de paz, da segurança do Estado de Israel e do novo Estado Palestino. A razão deixou de ser parte da solução do conflito da Gaza e estamos vivenciando um círculo vicioso de ódio, que não indica um fim do conflito, o que justifica uma intervenção de forças de paz da ONU imediatamente para criar uma Zona Desmilitarizada entre os Estados de Israel e Palestino.

OS EUA são aliados históricos de Israel, mas esta aliança não mais justifica uma postura leniente perante a gravidade da crise humanitária nesta área de conflito, que exige um imediato desarmamento de ambas as partes em guerra, que só poderá ser feito por uma forte coalização liderada pelos EUA sob legítima deliberação da ONU neste sentido. O mesmo deve ser feito em relação ao Estado Islâmico, que se tornou em um perigoso precedente que ameça a paz mundial e toda a humanidade.

Somente uma postura firme das democracias ocidentais será capaz de cessar estes dois conflitos e impor o fim da barbárie insana que hoje cada vez mais causa um grande sofrimento às populações civis inocentes envolvidas nas área dos conflitos.

 

 

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