Trabalho do Pacto Mata Atlântica é apresentado em Durban durante a COP-17

O maior movimento em favor da restauração da Mata Atlântica foi uma das iniciativas apresentadas durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima – COP-17, que aconteceu entre os dias 28 de novembro a 11 de dezembro, em Durban, na África do Sul.

A exposição foi realizada pela coordenadora política sobre mudanças climáticas da The Nature Conservancy – TNC, Fernanda Viana de Carvalho.

Ela nos contou um dos destaques da apresentação foi a possibilidade de implantar projetos de carbono na área do bioma, iniciativa que poderá contribuir para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e para o desenvolvimento econômico do país, a partir da geração de créditos e de negociação no mercado internacional.

Mas Fernanda ressaltou que este não é o único aspecto que motiva o Pacto:

“A floresta tem outros valores como biodiversidade, recursos hídricos, além da questão econômica, como o Pagamento de Serviços Ambientais – PSA, e social, como a possibilidade de geração de trabalho e renda, capacitação etc”, esclarece.

Fernanda também destacou a forma de atuação do Pacto, que hoje já conta com 208 membros de diversos setores da sociedade comprometidos com a mesma causa.

“Este aspecto é um grande diferencial, pois o movimento congrega diversos stakeholders com interesses diferentes que convergem para o mesmo objetivo: restaurar 15 milhões de hectares de Mata Atlântica até 2050”, ressalta.

A proposta do movimento, de acordo com a Fernanda Carvalho, foi muito bem recebida e chamou a atenção de algumas pessoas.

Para aproveitar a oportunidade, o Pacto distribuiu folders em inglês para os participantes da Conferência.

Resultado final da COP-17

Governos de todo o mundo se reuniram pela décima sétima vez para discutir como reagir às mudanças climáticas globais.

Esta foi a mais longa reunião da Organização das Nações Unidas – ONU, sobre mudanças climáticas, por meio da qual representantes de 194 países concordaram em renovar o Protocolo de Kyoto pelo menos até 2017 e iniciar um processo com força legal, cujo resultado será um novo pacto global sobre o clima, a entrar em vigor a partir de 2020.

Foi aprovada também a estrutura que possibilitará projetos de redução de emissões por desmatamento e degradação, o chamado Redd.

A proposta permite que países possam captar verbas pelas emissões evitadas graças à preservação de florestas.

Mais informações no site oficial:

www.cop17-cmp7durban.com

www.pactomataatlantica.org.br

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