Semana do Meio Ambiente: Uma revolução no coração da Amazônia

A vista do rio Xingu  – Foto: Norte Energia/ Divulgação

 

É desesperador para os opositores à obra da Usina Hidrelétrica Belo Monte saber que a região do Xingu atingiu ganhos socioambientais inquestionáveis três anos depois do início do empreendimento.

 

Ao contrário das previsões pessimistas e as críticas irracionais, a região historicamente degradada pela pecuária e a especulação fundiária está se tornando referência em produção de conhecimento científico, e vai ganhar recomposição vegetal cinco vezes maior do que os reservatórios que serão criados.

 

O superintendente do Meio Físico e Biótico da Norte Energia, Gilberto Veronese, enumera os avanços da região com o Projeto Básico Ambiental da UHE Belo Monte, aprovado pelo IBAMA.

 

“Foram constatados avanços no conhecimento científico sobre a biodiversidade da região, além da execução de atividades que melhoram as condições para a conservação de espécies animais e vegetais da Volta Grande do Xingu, como o apoio que a Norte Energia tem dado ao Plano de Ação Nacional para a preservação de espécies ameaçadas do Médio e Baixo Xingu”.

 

O monitoramento e resgate de fauna e flora, feito pela Norte Energia, já proporcionou a descoberta de novas espécies nesta região do Estado do Pará. Em alguns casos, o trabalho técnico aumentou a distribuição geográfica de certas espécies. O biológico coletado está contribuindo para enriquecer coleções de instituições científicas locais e nacionais, o que ajuda em pesquisas

 

As ações para proteger quelônios no Tabuleiro do Embaubal também são exemplares, não apenas em relação ao manejo para perpetuar espécies, como a tartaruga-da-Amazônia, mas, principalmente, para sensibilizar a população local e propor um novo olhar para a preservação dos filhotes que nascem no imenso banco de areia no Xingu.

 

A falsa vilã

 

A UHE Belo Monte, insistentemente acusada de provocar feridas irreparáveis na floresta, está criando um banco de sementes inédito em quantidade e qualidade genética. Nele, estão armazenadas sementes raras, como as de pau-cravo, espécie tida como praticamente extinta à época dos estudos anteriores à obra.

 

“Hoje mais de 40 plantas desta espécie foram localizados, sendo alguns deles remanejados para áreas protegidas”, ressalta Veronese.

 

Os ganhos são inúmeros, comparados às alterações provocadas pela magnitude de uma obra que nasceu com a ousadia de gerar energia para 60 milhões de pessoas no País. “Haverá alterações ambientais, mas, as ações da Norte Energia contribuirão para a melhoria das condições ambientais por meio da proteção de áreas significativas de florestas”, explica o superintendente.

 

Uma faixa contínua de largura média de 500 metros ao longo dos reservatórios será transformada em Área de Preservação Permanente – APP  e interligará os corredores de circulação de fauna. A Norte Energia também vai implantar unidades de conservação na região do empreendimento e investir R$ 100 milhões somente nesta ação.

 

Com a UHE Belo Monte, a região do Xingu gradativamente vai se recompondo de perdas antigas e se tornando um caso a ser estudado pelos pesquisadores da Amazônia, agora com subsídios suficientes para embasar esses estudos.

 

Contrariando os prognósticos obscuros de opositores, o futuro não aponta para a degradação e a perda da rica biodiversidade da região do Xingu. A UHE Belo Monte está colaborando para uma revolução no conhecimento sobre essa parte singular da Amazônia.

 

São ações primordiais para traçar rumos sustentáveis para o ambiente e, principalmente, com benefícios reais para quem mora na região.

 

Longe de uma visão reducionista da Amazônia vazia demograficamente, as ações da Norte Energia atendem ainda anseios antigos da população do Xingu. Ações que integram habitação, educação, saúde, saneamento, qualificação profissional e requalificação da economia local com conceitos que prezam pela vida do rio Xingu e da floresta que o envolve.

 

 

Para ler mais: “Educação Ambiental para melhorar a vida”

Compromisso com a Sustentabilidade

Bebês Mamíferos no Centro de Estudos Ambientais

Biólogo: um pouco que é muito

Jocasta e a flora (a flor da região)

Uma cidade, um rio e sua gente

 

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