Revista Science publica texto sobre a pesca de espécies ameaçadas

Professor da UNESP de São Vicente é um dos participantes do manifesto.

 

 

Foto: Ibama

 

A Revista Science publicou uma carta de pesquisadores brasileiros e americanos em defesa da manutenção da Portaria nº 445/2014 do Ministério do Meio Ambiente Brasileiro (MMA), divulgada no final do ano passado. No decreto, são listadas 475 espécies aquáticas ameaçadas de extinção, proibindo sua captura.

 

O texto está na edição da Science de 06/03 (sexta-feira), com a participação do professor doutor Marcelo Antonio Amaro Pinheiro, docente da Unesp, Campus Experimental do Litoral Paulista (CLP), em São Vicente (SP).

 

O docente atua como Coordenador de Táxon (Crustacea), indicado pelo ICMBio/MMA para coordenar o grupo de especialistas nas espécies de crustáceos, juntamente com Harry Boos do CEPSUL/ICMBio, que atua como ponto focal, que também participou dessa publicação.

 

A carta expõe o impasse gerado no Brasil a partir da divulgação, envolvendo indústria pesqueira, pescadores artesanais, pesquisadores e Governo Federal. Isso ocorreu porque 83 dessas espécies são pescadas comercialmente. No entanto, os cientistas acreditam que a Lista Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção tem menos efeitos que vem sendo debatido, pois trata da captura contínua e comércio de peixes classificados como vulneráveis.

 

“Para a confecção da referida lista participaram pesquisadores especialistas nos mais diversos grupos animais, com a avaliação de 100% das espécies de vertebrados e de diversos grupos de invertebrados. Cada espécie foi avaliada segundo critérios da IUCN – International Union for Conservation of Nature, com o estabelecimento da categoria de conservação mais adequada, sempre embasada por trabalhos técnicos e científicos de qualidade”.

 

A chamada “Lista Vermelha de Espécies” é revista a cada cinco anos, embora espécies mais críticas, como aquelas alvo de pesca, possam ser revisadas antecipadamente, se necessário.

 

A lista foi revisada e atualizada por cerca de 1.300 pesquisadores de universidades e institutos de diferentes regiões do País, em processo que durou cinco anos. Para os especialistas, a melhor alternativa é o trabalho conjunto entre representantes do governo, do meio científico e da área da pesca, buscando melhores estratégias para a solução do problema.

 

Fonte: UNESP

 

Publicado no Portal EcoDebate, 10/03/2015

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