Restauração da Mata Atlântica pode ajudar a diminuir desastres ambientais

Fortes chuvas, enchentes, deslizamentos de terra e inundações, este é o cenário que se repete, de forma cada vez mais intensa, em vários estados brasileiros.

Para chamar a atenção da sociedade para este assunto, o Jornal Nacional da TV Globo, apresentou dia 03 de abril, uma reportagem sobre a influência da Amazônia sobre o clima do Brasil.

Embora a matéria não tenha citado a Mata Atlântica, é possível reparar que a maior parte das cidades e regiões atingidas por esses desastres ambientais está inserida no bioma.

Vale ressaltar que a Mata Atlântica abrange 17 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, inclusive Piauí. E é nesta área que vive mais de 60% da população do País.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chegou a declarar, no final do ano passado, que 251 municípios, a maioria localizada nas regiões sul e sudeste, teriam elevado risco de serem atingidos pelo desequilíbrio climático em 2012.

Devido a este contexto, certamente, a prevenção de desastres ambientais terá muito destaque nos próximos anos.

O Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas e Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, listou o tema ‘Riscos/Desatres’ entre os mais importantes para a conferência mundial, que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro /RJ.

Para amenizar as conseqüências das alterações climáticas e contribuir para a manutenção da qualidade de vida das pessoas, o “Pacto pela Restauração da Mata Atlântica” reúne organizações públicas, privadas, não governamentais e profissionais dispostos a oferecer conhecimento, recursos e esforços para viabilizar a recuperação de 15 milhões hectares na Mata Atlântica, uma das florestas mais ameaçadas do mundo.

O professor da ESALQ/USP e membro do Grupo de Trabalho Técnico-Científico do Pacto, Pedro Henrique Santin Brancalion, alerta para a situação atual do bioma, que perdeu cerca de 90% da sua cobertura vegetal original.

“A maior parte dos desastres ambientais está localizada na Mata Atlântica porque esta floresta foi intensamente devastada, principalmente, pela urbanização, pelas atividades agropecuárias e a exploração extensiva dos recursos naturais”, explica.

Ele acredita que para reverter esse quadro e amenizar suas conseqüências negativas, é preciso uma ação conjunta, mobilizadora, de todos os setores da sociedade.

Caso contrário, a história vai se repetir num período de tempo mais curto com o passar dos anos, e tende a se tornar ainda mais catastrófica com o crescimento populacional e a falta de planejamento do uso do solo.

Pedro Brancalion declara que a restauração florestal é um dos caminhos mais eficientes para amenizar os impactos das mudanças climáticas, como as fortes chuvas. Além disso, ela pode oferecer diversas oportunidades de negócios e de desenvolvimento social.

“Sendo assim, é fundamental não só proteger as florestas remanescentes, mas também restaurar áreas degradadas sensíveis a desastres ambientais”, destaca.

Para conferir a matéria veiculado no Jornal Nacional, em 3 de abril de 2012, acesse o Portal G1 www.g1.com.br

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