REALISMO FISCAL – O PARTO

REALISMO FISCAL – O PARTO 

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Ora, um presidente foi afastado do poder exatamente por tentar maquiar as contas públicas com as famosas pedaladas – foram ginásticas da economia criativa, contorcionismo dos bancos oficiais e outras invenções. Deu no que deu e no conjunto da obra gerou um recessão em 2015 e 2016 de exatos 7.54% – um grande desastre. Veio Temer com a Ponte para o Futuro cujo princípio fundamental é a recuperação das contas públicas e principalmente ater-se rigorosamente à Lei de Responsabilidade Fiscal que iniciou com o reconhecimento de um deficit de R$ 155.791 bilhões e em 2017 de R$ 139 bilhões.

Claro, para não repetir o desastre o governo tem que manter essa meta, e seria totalmente contraditório tirar um presidente pelas pedaladas e repetir o crime – além do mais, se o setor público não tiver as suas contas reequilibradas não haverá perspectiva de retomada do crescimento.

Os juros estão caindo, já estão na casa dos 9% (um dígito), a inflação já está no nível de segurança mas o crescimento projetado ainda é baixo, embora a economia saia de 3.8 negativo para 0.4 positivo, ou seja, um salto de + 4.2, o que já é uma grande proeza, MAS OS CEGOS NÃO ENXERGAM, principalmente a Rede Globo (até agora não entendi o motivo dessa revolta da família Marinho???) – bem em todo caso é um verdadeiro parto com todas as dores inevitáveis.

Para a frente, somente as reformas que se iniciaram bem com a PEC do corte dos gastos, deu mais um passinho com a reforma trabalhista e falta a mãe das reformas estruturais, a reforma da previdência. A verdade é que os deputados e senadores tentam a todo custo atrapalhar as reformas, uns por coerência política, o caso das oposições, outros por puro fisiologismo, na busca de vantagens e minam as reformas, dificultando o equilíbrio fiscal.

Exatamente por esse trabalho de descontrução e solapamento que o governo foi obrigado a aumentar os impostos sobre os combustíveis – ora porque chiar agora se boicotaram as medidas que poderia ter evitado este aumento – ou iremos retornar às pedaladas.

A saída da crise é dolorosa e o aumento do imposto é uma consequência direta da necessidade buscar o equilíbrio das contas públicas, único caminho para a retomada do crescimento econômico. Mas se alguém quiser fazer diferente, mudem o mercado, criem outro ou podem também decretar o fim do capitalismo, quem sabe da certo.

Muita demagogia da Rede Globo, prestando um desserviço ao país – começo a dar razão ao Trump – a mídia falsa quer parar o Brasil.

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

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