Projeto de Aspásia Camargo proíbe construção de novas usinas nucleares no Estado do Rio

Projeto de Aspásia Camargo proíbe construção de novas usinas nucleares no Estado do Rio

As usinas nucleares brasileiras estão concentradas em Angra dos Reis
A deputada Aspásia Camargo (PV-RJ) quer impedir a construção de novas usinas nucleares no Estado do Rio de Janeiro e para isso deu entrada na Assembleia Legislativa em um projeto que altera a Constituição estadual. A parlamentar verde prioriza a utilização de energia renovável e estimula, sempre que houver viabilidade técnica e econômica, a construção de unidades de geração de energia de menor porte, suficientes a prover necessidades locais ou microrregionais.
– A energia nuclear traz imensos e comprovados riscos. O desastre nuclear de Fukushima, no Japão, tem provocado uma reflexão mundial quanto às consequências da dessa opção – analisou. Se a PEC for aprovada, Angra 3 terá suas obras encerradas.
A implantação e a operação de instalações que utilizem ou manipulem materiais radioativos terão que se sujeitar ao estabelecimento e à implementação de medidas protetivas e preventivas, em atendimento às normas técnicas pertinentes, de plano de evacuação da população das áreas de risco e de permanente monitoragem de seus efeitos sobre o meio ambiente e a saúde da população, que serão estabelecidas com a participação da população.
De acordo com Aspásia Camargo, o caso brasileiro tem mais um agravante:
– As usinas de Angra 1 e 2 estão localizadas em um local sujeito a deslizamentos. Estamos ameaçados pelo risco dos acidentes liberadores de material radioativo, desprotegidos por planos de contingência insuficientes. Devemos, em consequência, ter a iniciativa de defender o encerramento da implantação destas instalações, pelo menos em nosso território, num primeiro momento. Não estamos isolados nessa iniciativa. O Estado de Pernambuco já incluiu em sua Constituição a proibição da implantação de usinas nucleares.
A energia nuclear, em determinado momento da humanidade, passou a ser considerada, por muitos, a melhor solução, tendo em vista a sua altíssima eficiência e possibilidade de substituir integralmente os combustíveis fósseis, reconhecidamente poluidores e geradores de gases de efeito estufa. Infelizmente, os riscos das instalações nucleares, anteriormente desprezados pela autoconfiança dos engenheiros e cientistas nucleares, têm-se demonstrado como um problema gravíssimo, como já demonstrado nos casos de Three Mile Island e de Chernobyl e, nos dias de hoje, Fukushima.
Ao mesmo tempo, as demais alternativas renováveis, como a solar, a hidráulica, a eólica e a biomassa têm ocupado um lugar cada vez mais importante no cenário energético, com o desenvolvimento de soluções viáveis técnica e economicamente, adotadas internacionalmente e em nosso país, avaliou a ambientalista. A energia nuclear tem sido combatida em outros países. A opinião pública alemã está fortemente contrária à utilização dessa energia e forçou derrota política do partido do governo, para uma coalizão com grande participação dos verdes, nos estados de Baden-Württemberg e Renânia-Planatinado, nos quais governava há décadas. As usinas de lá já têm data para o fechamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.