PERSPECTIVAS FAVORÁVEIS À ENERGIA NUCLEAR.

PERSPECTIVAS FAVORÁVEIS À ENERGIA NUCLEAR.

Angra
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Eletronuclear apresenta perspectivas favoráveis à energia nuclear em Fórum sobre geração termelétrica
A mesa de debates que abriu o segundo dia do Fórum de Geração Termelétrica, ocorrido na manhã desta terça (19), no Rio de Janeiro, contou com a presença de dois representantes da Eletronuclear: o diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente, Leonam dos Santos Guimarães; e o assessor de Desenvolvimento de Novas Centrais Nucleares, Marcelo Gomes da Silva. O primeiro apresentou um panorama sobre as mudanças que o sistema energético brasileiro vem passando nos últimos 15 anos, com o aproveitamento cada vez maior da energia térmica. O segundo destacou a necessidade de expandir o projeto nuclear pós-Angra 3, ressaltando os estudos que já vêm sendo feitos para viabilização de novas possíveis usinas no Brasil.

Leonam salientou o papel preponderante que a geração térmica já vem assumindo no país, com a tendência de se tornar, a médio prazo, imprescindível para a segurança energética brasileira. “As usinas hidrelétricas que existem hoje no Brasil estão perdendo a capacidade de autoregulação, pelo esvaziamento dos reservatórios, e as novas hidrelétricas não terão grande capacidade de armazenamento. Nesse cenário, cresce a demanda pela complementação térmica de base, como a energia nuclear” argumentou o diretor da Eletronuclear.

Diante da projeção de valorização da geração térmica, Marcelo Gomes, que também representou a Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), adiantou que é necessário definir o quanto antes como se dará o aproveitamento da energia nuclear nas próximas décadas, tendo em vista as etapas que precisam ser cumpridas até o início da operação. “O tempo de construção que a gente estima é de 10 anos” afirmou Marcelo.

Sobre a Eletronuclear

Subsidiária da Eletrobras, a Eletronuclear é a responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país. Conta com duas unidades em operação na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), com potência total de 1990 MW. Hoje, a geração nuclear corresponde a aproximadamente 3% da eletricidade produzida no país e o equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro. Angra 3, que está em construção, será a terceira usina da Central. Quando entrar em operação comercial, em 2018, a unidade (1.405 MW) será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh por ano – energia limpa, segura e suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.

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