Peixe do Xingu ameaçado de extinção ganha laboratório para reprodução em cativeiro

 

Resgate do Acari Zebra na ensecadeira do Sítio Pimental. Crédito Regina Santos

 

Começa a funcionar, em outubro, no município paraense de Vitória do Xingu, o laboratório de aquicultura e peixe ornamental do Centro de Estudos Ambientais da Norte Energia, empresa que constrói e opera a Usina Hidrelétrica Belo Monte.

 

O projeto vai estudar e reproduzir em cativeiro o Acari Zebra, peixe ameaçado de extinção típico da região do Xingu e muito procurado especialmente por sua beleza.

 

O laboratório faz parte das ações previstas no Projeto Básico Ambiental, que aliado a outros programas, prezam pela conservação do meio ambiente em toda região.

 

“O Acari Zebra é específico do Rio Xingu e, por ser muito bonito, é capturado com frequência para ser usado como peixe ornamental, inclusive em pesca predatória. Agora a Norte Energia está dando a oportunidade para que esta espécie possa se desenvolver em cativeiro e sair da lista de ameaçados de extinção” explica o gerente de gestão ambiental da Norte Energia, Antônio Neto.

 

Além da preservação, o laboratório tem como objetivo para o futuro, desenvolver tecnologias de cultivo acessíveis aos pescadores da comunidade e, como consequência, minimizar a pressão nos estoques de peixes e gerar alternativas de renda aos pescadores de peixes ornamentais do Xingu.

 

“Com a criação em cativeiro, podemos impulsionar a atividade econômica dessas pessoas.  O laboratório ajuda tanto no lado ambiental, como no âmbito socioeconômico, através da possibilidade de geração de emprego e renda”, diz o gerente.

 

Tartarugas do Rio Xingu

 

A Norte Energia desenvolve atualmente mais de 55 programas voltados para conservação do meio ambiente na região do Xingu.

 

Além do resgate de fauna e flora na área de construção da Usina e da efetiva preservação das espécies, a atuação da empresa permite o levantamento de dados importantes para a compreensão do modo de vida de plantas e animais presentes na região e, com isso, o registro de novas descobertas para a ciência.

 

Em setembro começou a desova das tartarugas que vivem no Rio Xingu. A equipe do Centro de Estudos Ambientais da Norte Energia realiza estudos e apoia projetos de proteção dos quelônios na região do Tabuleiro do Embaubal.

 

Além do manejo, há o controle dos ninhos, acompanhamento da postura, soltura de filhotes em áreas mais preservadas e suporte ao IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis,  contra a pesca predatória das tartarugas.

 

Pitiú, tracajá e tartaruga-da-amazônia são as espécies beneficiadas pelos programas da Norte Energia.

 

http://blogbelomonte.com.br

 

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