PALMA DE ÓLEO – MATO GROSSO RUMO AO FUTURO

PALMA DE ÓLEO – MATO GROSSO RUMO AO FUTURO

O Programa Federal de Produção Sustentável de Óleo de Palma (PSOP) foi anunciado no dia 6 de maio 2010, no município de Tomé-Açú, no Pará. Segundo o Governo Federal é um programa ambicioso para a expansão do cultivo do óleo de palma (azeite de dendê) na Amazônia e no Nordeste brasileiro.

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O Programa identificou 31,8 milhões de hectares adequados ao cultivo de óleo de palma (a produção mundial atualmente ocupa 12 milhões), sendo que 29 milhões estão na Amazônia Legal e 2,8 milhões no Sudeste e Nordeste. As áreas são também regiões com forte presença da agricultura familiar. A proposta do programa é oferecer condições para que os investidores incorporem estes agricultores como parceiros.

A questão fundamental relativa ao Programa Sustentável de Produção de Óleo de Palma (PSOP) é de verificar, em nível de um território e ou uma comunidade, a existência de uma integração entre esta política setorial de desenvolvimento nacional e as estratégias das empresas (iniciativas que vêm de “fora por dentro”) com a mobilização dos atores locais (desenvolvimento endógeno a partir do local).

Dentro desta visão formulada dentro do PSOP, o papel dos agentes em Mato Grosso é customizar uma política setorial da cultura da palma no nível estadual integrando as estratégias empresariais para o uso e ocupação produtiva do nosso território, conjugadas com os objetivos de desenvolvimento local sustentável e inclusão social.

De acordo com o Zoneamento Agroecológico do Dendê, localizam-se em Mato Grosso 5 áreas favoráveis ao cultivo da Palma de Óleo compreendendo 33 municípios, conforme a figura abaixo.

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Dentro da iniciativa da ABIDES e Parceiros, o nosso plano estratégico de desenvolvimento sustentável de Mato Grosso contempla a introdução da cultura da Palma de Óleo como elemento integrante da terceira fase de desenvolvimento de Mato Grosso, inserindo a agregação de valor aos nossos produtos primários pela produção de biodiesel a partir da cultura da palma de óleo e demais subprodutos altamente requisitados pela indústria alimentícia e cosmética no Brasil e no mercado de exportação.

Esta decisão se baseia no potencial desta cultura em termos de diversificação da matriz produtiva do Estado de Mato Grosso, geração de emprego e renda para pequeno e médios produtores, incluindo ai os assentamentos e recuperação de terras degradadas.

A cultura do dendê propicia a utilização das modernas técnicas de consorciamento de culturas permanentes e temporárias (EMBRAPA AGROSSILVIPASTORIL), favorecendo a sustentabilidade da produção e dos produtores.

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

 

 

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