O MILAGRE DO “OURO NEGRO”

O MILAGRE DO “OURO NEGRO”

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Vamos, humildemente, tentar colocar um raciocínio lógico sobre esta questão. Sobre áreas de reserva de petróleo, só há duas alternativas: 1) explorar os volumes deste recurso natural em prol da economia, seja ela de mercado, seja ela socialista (China) e consequentemente para o uso dos seres humanos, ou, 2) manter esse volume intocado dentro do conceito de valor pelo “não uso”. No Brasil está claro, desde a opção pelo transporte rodoviário, hidroviário, aéreo e pelo uso dos derivados do petróleo na indústria e na vida diárias das pessoas, adotamos o “valor do uso do petróleo” em contraposição ao “valor do não uso do petróleo”.

Aliás, opção majoritária no conjunto dos países, capitalistas ou não, desde o início do Século XX. A indústria do petróleo se sofisticou, tornou-se o principal segmento dos negócios internacionais, principal indutor do desenvolvimento dentro da ótica do mercado e virou a “commoditie” mais simbólica da sociedade de consumo. Neste início de século o maior símbolo do nacionalismo constituí-se nas fotos de Lula, seguido por Dilma, com as mãos sujas de petróleo extraído do Pre-Sal.

Ora, líderes ditos progressistas colocando o “ouro negro” como um Deus, salvador da nação, promovendo saúde, educação e justiça social pela geração de emprego e renda para todos. Porém, a crise econômica que nos encontramos demonstra cabalmente que o “ouro negro”, de per si, não foi capaz de realizar o milagre esperado, pois que um valor maior, o do “poder do dinheiro”, o mundo financeiro é muito superior ao “ouro negro” em termos de gerar crises profundas e levar uma sociedade ao “estado de estagnação econômica”, que se não debelado, ao “estado de caós” – vis a vis a crise brasileira. Gostemos ou não, a economia mundial está globalizada, tanto é, que um dos principais argumentos do Trump é a recuperação de empregos para os americanos, que foram exportados para a China, para o México e, porque não, para o Brasil.

Fiz recentemente uma pesquisa sobre a liberdade de capital externo controlar, adquirir e operar ativos em diversos países, e pasmem, os destaques são para a Inglaterra e EUA – lá, se eu tiver dinheiro suficiente posso furar um poço de petróleo, extrair o “ouro negro” e comercializá-lo, nacional e internacionalmente. Aliás foi esta liberdade que levou à temeridade da Refinaria de Passadena, uma das decisões mais polêmicas tomadas por Dilma, já dentro da lógica do “Petrolão”, com todas as suas nefastas consequências sobre aquilo (leia-se Petrobrás) que alguns, de pouca memória, agora se apresentam como defensores – paradoxalmente.

É muito pouco tempo para a memória da depauperação intencional ocorrida ter-se esvaído – somente a ignorância e a má fé podem justificar tal postura! A “grande verdade verdadeira” é que a nossa Petrobrás valia em janeiro de 2016, perto de 14% do que valia em 2008! Pasmem! Ora, como sair desta esparela sem um forte ajuste e revisão do arcabouço jurídico deste segmento, principalmente em relação ao “Pre-Sal” dada à sua significância em termos volumétricos de reserva? Manter o mesmo modelo de gestão?

Manter o “ouro negro do Pré-Sal” como o salvador da saúde e educação e das criancinhas – falso, totalmente falso, basta ser razoavelmente honesto para negar esta opção. Portanto senhores e “caros amigos”, a razão deve prevalecer sobre as emoções e ideologias. Se não somos capazes de operar uma economia sem a lógica do petróleo, e sem esta lógica a nossa economia não se recupera, os empregos e as rendas não são geradas, então só nos resta pensar na base do mercado, na base do reconhecimento dos limites do poder do capital financeiro, representado pelo poder de adquirir mais dívidas, aumentado irresponsavelmente pelo Governo da Senhora Dilma, que por este motivo foi afastada, sendo golpe ou não golpe, pouco importa – teremos que reedificar a Petrobrás, mantendo a essência do poder decisório em nossas mãos, porém sem renegar a importância dos investimentos estrangeiros para a retomada do nosso crescimento econômico, neste momento que não temos recursos para os investimentos necessários e inadiáveis,fora da posição “nacionalista esquizofrênica” de alguns líderes carismáticos, estes sim, culpados em nos expor aos caprichos da cobiça internacional, pelos erros grosseiros e pelos esquemas de corrupção que dobraram as pernas da nossa Petrobrás, que é muito mais nossa do que deles, pois foi o nosso trabalho, nossos impostos, nossos pais e todos os trabalhadores brasileiros que possibilitou a construção deste grande patrimônio nacional – fomos nós que construímos a Petrobrás, não foram eles e nem os seus discursos vazios e messiânicos, que infelizmente cega alguns! Somente assim pensando, poderemos talvez voltar a pensar em educação e saúde para o nosso povo sofrido!

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