Número de projetos inscritos em leilão de energia eólica é recorde, diz EPE

Atlas do Potencial Eólico Brasileiro

 

 

O leilão para contratação de energia eólica, marcado para 23 de agosto, tem 655 projetos de geração de novas unidades inscritos. O número é recorde no país e no mundo em concorrências envolvendo essa fonte, conforme informou dia 11/6,  a Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

 

O processo de cadastramento para o Leilão de Reserva 2013 foi encerrado também nesta terça-feira.

 

Segundo a EPE, os projetos inscritos abrangem nove Estados:

-Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Além de todos os das regiões Nordeste e do Sul do país. O total da capacidade instalada chega a 16.040 megawatts (mw).

 

O Leilão de Reserva 2013 é exclusivo para a fonte eólica e os empreendedores que oferecerem o menor preço de venda da energia terão os contratos firmados com início de suprimento em 1º de setembro de 2015 e prazo de 20 anos.

 

A EPE ressalta que o leilão terá uma nova metodologia de cálculo da garantia física e o preço do lance servirá como critério de classificação.

 

“A regra que atrela a contratação de parques eólicos à garantia de conexão na rede de transmissão elimina o risco de os empreendimentos ficarem prontos e não terem como escoar a produção”, disse, em nota, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

 

Ele explicou que o leilão vai aumentar o grau de confiabilidade da fonte eólica para o setor elétrico brasileiro a partir da introdução da regra que aumenta o rigor no cálculo da quantidade de energia que cada parque poderá negociar.

 

“No leilão de reserva deste ano, a energia negociável será calculada com base em um critério de pelo menos 90% de chance de a produção dos empreendimentos eólicos ser igual à quantidade vendida.

 

Em outras palavras: haverá apenas 10% de probabilidade de o parque gerar menos energia do que o volume vendido no Leilão”, acrescentou Tolmasquim na nota.

 

Edição: Talita Cavalcante

 

Reportagem de Cristiane Ribeiro, da Agência Brasil

 

Publicada pelo EcoDebate, 12/06/2013

 

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