Num eventual governo Dilma, política nuclear deve perseguir enriquecimento total do urânio, diz analista

Num eventual governo Dilma, política nuclear deve perseguir enriquecimento total do urânio, diz analista

Angela Pimenta 

Se eleita, a petista Dilma Rousseff deve continuar a política nuclear do governo Lula, diz o cientista político Thiago de Aragão, especialista em risco político latino-americano da consultoria Arko Advice.

“Tal como Lula, Dilma deve dar continuidade à construção da usina de Angra 3, além de investir mais em pesquisa e desenvolvimento do enriquecimento de urânio, que está a cargo da Marinha”, disse Aragão ao blog.

Segundo ele, em termos nucleares, a meta de um governo Dilma seria avançar na chamada “teoria da prateleira”, pela qual o país passaria a controlar integralmente o processo de enriquecimento de urânio, sem, contudo, produzir armas atômicas.

Aliás, a proibição da construção de uma bomba atômica faz parte da própria Constituição brasileira.

Além de reforçar a percepção de que o país alcançou o status de uma potência regional, a concretização da “teoria da prateleira” também teria fins comerciais.

Ao se declarar capaz de fazer a bomba atômica mas optar por não construí-la, o Brasil poderia projetar uma imagem de potência pacifista, com mais cacife para tornar-se um parceiro comercial mais forte de países africanos e do Oriente Médio.

Entretanto, para que a “teoria da prateleira” avance sem grandes danos diplomáticos ao país num eventual governo Dilma, primeiro o Brasil terá que continuar a seguir a cartilha da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA, o órgão da ONU que fiscaliza instalações nucleares.

Além disso, o país também precisará tomar todo o cuidado para não melindrar os argentinos.

Isso porque desde os anos 70, os hermanos desconfiam das intenções pacifistas do programa nuclear brasileiro.

Fonte: EXAME

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