Nível dos reservatórios da região sobe de 57% para 79%, segundo Operador Nacional do Sistema

ABIDES O GLOBO
Passarela em Foz do  Iguaçu foi fechada para turistas
Kiko Sierich/9-6-2014

RIO – As fortes chuvas no Sul, que elevaram o nível dos reservatórios das  usinas da região de 57,1%, em 1º de junho, para 79,14%, no dia 9, não melhoram a  situação das regiões Sudeste e Centro-Oeste – SE/CO  e Nordeste – NE, onde os  volumes permanecem em queda. A região Sul tem poucas usinas, o que inviabiliza a  transferência de um volume maior de energia para outras regiões.

 

Especialistas  preveem que o nível destes reservatórios pode cair para algo entre 15% a 20% em  setembro ou outubro, se não chover muito nos próximos meses nas cabeceiras dos  rios que alimentam as principais usinas dessas regiões. Alguns temem que chegue  até a zero este ano.

 

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no dia 9, o  nível dos reservatórios das regiões SE/CO estava em 37,18%, um pouco menor que  os 37,4% do dia 1º e o mais baixo patamar desde março, quando atingiu 36,26%.

 

Na  Região Nordeste, o nível está em 39,41%, contra 40,7% do dia 1º de junho. É a  menor taxa desde dezembro, quando foi a 22,81%.

 

O presidente da Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento  Sustentável – ABIDES, Everton de Carvalho, fez simulações e concluiu que no pior  cenário, os reservatórios das Regiões Sudeste e Centro-Oeste podem chegar a zero  em setembro.

 

DSC02287

 

O executivo partiu do pico a que chegaram os reservatórios em 2012,  de 60%, em abril, quando acabou o período das chuvas.

Para Carvalho, um outro cenário, que leva em conta a depreciação dos  reservatórios no ano passado, aponta que os volumes cairão a zero em  dezembro.

— Só um milagre, com muitas chuvas, para não chegarmos em setembro ou em  dezembro com os reservatórios a zero — destacou Carvalho.

 

‘CENÁRIO PREOCUPANTE’

 

O diretor da Enecel Energia, Raimundo Batista, concorda que o cenário é  preocupante.

— Os reservatórios continuam em queda, e e o período seco será um dos mais  agudos da histórica. Todas as luzes estão vermelhas — disse Batista.

Para Mikio Kawai, diretor da Safira Energia, se não chover muito, o país  chegará ao fim do período seco, em novembro, com níveis em torno de 20% para  algumas hidrelétricas.

— A partir de setembro e outubro, se não chover muito, os reservatórios  estarão mais críticos, e será preciso fazer um ajuste para o curto prazo. Já  para 2015 fica difícil prever.

 

Por Ramona  Ordoñez

http://oglobo.globo.com/economia

 

Read more: http://oglobo.globo.com/economia/chuva-no-sul-nao-alivia-crise-no-setor-eletrico-12801693#ixzz34LhKzuv5

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.