Mina de Urânio de Santa Quitéria :Usina conclui estudo para licenciamento

Mina de Urânio de Santa Quitéria :Usina conclui estudo para licenciamento

Fonte: O Povo Online

A exploração do urânio e do fosfato na mina de Itataia começou a ser noticiada com mais frequência em meados da década de 2000. Mas de acordo com Alfredo Trajan, presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a atividade vem desde o final dos anos 1970 e “um milhão de tentativas”, que culminam agora.

A exploração na mina, localizada no município de Santa Quitéria, distante 222,2 quilômetros de Fortaleza, parece que finalmente vai acontecer. As informações foram divulgadas durante o II Encontro de Mineração do Ceará, realizado ontem na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

De acordo com Trajan, o estudo exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está finalmente concluído. “Estamos entregando em fevereiro depois de todas as brigas”, contou.

 

Ele explica que a licença da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) também será entregue e que foram feitos estudos técnicos com a definição da rota tecnológica, que avalia como será a extração em si e também o diagnóstico da produção em todas as estações do ano. “Agora a expectativa é a aprovação de tudo até julho e a partir daí são 27 meses para começar a produção”, comemora o executivo.

Tanta ansiedade é resultado de pelo menos quatro anos de espera. Foi tanto tempo que o protocolo de intenções venceu e nem foi renovado. Roberto Smith, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), lembrou e Alfredo Trajan disse que já vai organizar isso para o mais breve possível.

Ambos admitem que é apenas uma formalidade, já que não houve mudanças nas propostas das partes envolvidas: INB, Governo do Ceará e Galvani Mineração – que vai explorar a mina dividindo o fosfato do urânio.

 

Infraestrutura

No protocolo de intenções a parte que cabe ao Governo do Estado passa pela infraestrutura – água, energia, acesso, e pela capacitação. Smith disse que “já tem alguma coisa”, mas admitiu que falta bastante. Luiz Antônio Bonagura, presidente da Galvani, lembrou que é um projeto de US$ 350 milhões e que está todo a cargo da empresa, mas que precisa da infraestrutura.

Alfredo Trajan lembrou que a questão da telefonia precisa ser revista, já que o sinal é ruim no local e disse ainda que há uma possibilidade de estudo para que a ferrovia Transnordestina chegue até o empreendimento para fazer parte do processo de escoamento da produção. “Além disso, vamos importar uma grande quantidade de insumos”, acrescentou. Para ele, a ferrovia seria “uma das grandes alternativas”.

 

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