Meio Ambiente: compostagem pode ser realizada em residências

A compostagem como alternativa ao descarte de resíduos orgânicos foi o assunto da reunião da Comissão Extraordinária Permanente de Meio Ambiente.

O colegiado convidou especialistas para explicarem como residências, estabelecimentos comerciais e o poder público podem criar um sistema eficaz de aproveitamento da matéria orgânica.

Compostagem é o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores, sob o aspecto agronômico, àqueles encontrados nas matérias-primas.

Para Cláudio Spinola, da organização Morada da Floresta, tabu e desinformação rondam a compostagem.

“Há o mito de que não funciona, que dá mau cheiro”, disse, defendendo que o poder público distribua cartilhas explicando como as pessoas podem realizar a compostagem nas residências.

O vereador Aurélio Nomura – PSDB, membro da Comissão, concordou que a falta de conhecimento faz com que poucas pessoas realizem a compostagem doméstica.

Já Patricia Blauth, da ONG Menos Lixo, acredita que o interesse da população no assunto tem aumentado. Segundo ela, “a redução de gastos com sacos plásticos é um fator que faz as pessoas pensarem em alternativas para o lixo”.

Patrícia defendeu que a educação ambiental é fundamental para que a mudança seja feita, tanto no reaproveitamento dos resíduos quando na revisão dos hábitos alimentares e diminuição do desperdício.

Nas EMEIS

Renata Santoro, do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – UMAPAZ, contou na reunião desta quarta-feira as experiências que a pasta têm tido com a implantação de minhocários nas escolas públicas.

Desde setembro de 2011, vinte instituições participam do projeto, realizando a compostagem de seus resíduos no próprio espaço.

Nos três encontros organizados pela UMAPAZ para a concretização do minhocário, Renata explicou que a compostagem é discutida tanto com alunos quanto professores, funcionários e até pais que se interessam pelo assunto.

Para ela, isso faz com que o debate “ultrapasse os muros da escola”. “Não estamos só falando de produção de adubo, outros pontos são abordados, como alimentação”, observou.

www.camara.sp.gov.br

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