Mato Grosso do Sul disponibiliza mapas da cobertura vegetal e uso da terra

O mapeamento da cobertura vegetal e uso da terra do Estado de Mato Grosso do Sul está disponível para acesso gratuito na internet.

 

Os mapas na escala de 1:100.000 – em que 1 centímetro corresponde a 1 quilômetro de território,  foram gerados pela EMBRAPA –  Informática Agropecuária, em Campinas, SP, que desenvolveu, em parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul  –  IMASUL, um sistema de informação georreferenciada para apoio à tomada de decisão pelo governo estadual.

 

Resultados do projeto de pesquisa conhecido como GeoMS, que mapeou e gerou um sistema de monitoramento para o estado, esses mapas são ferramentas importantes para gestão ambiental e planejamento da produção.

 

“São poucos os estados que possuem essas informações organizadas. O uso da tecnologia da informação, com aplicação de geotecnologias e de sistemas inteligentes, está facilitando os processos de gestão e licenciamento ambiental”, afirma o pesquisador João Vila, da Embrapa Informática Agropecuária.

 

Os mapas que trazem informações sobre a ocupação e uso do território em 2007 vão integrar o SISLA, o Sistema Interativo de Suporte ao Licenciamento Ambiental, e podem ser visualizados e baixados pelo site do Imasul , seção Geoprocessamento, link Dados Complementares.

 

 

Os dados são úteis tanto para a gestão ambiental como para orientação de estudos técnicos e definição de políticas públicas.

 

Além de ajudar a conhecer melhor as áreas de cobertura vegetal e os principais tipos de uso da terra, o sistema pode auxiliar produtores, gestores e consultores ambientais na elaboração de projetos de licenciamento e planejamento da produção.

 

Uma análise da vegetação permitiu identificar que o Estado de Mato Grosso do Sul (MS) é composto, principalmente, por cerrado – savana, mas também possui uma parte de floresta e de chaco, que é a savana estépica.

 

De acordo com Vila, foi possível apurar que o desmatamento na região cresceu de 38,4%, em 1984, para 56,3%, em 2007.

 

Por isso, o sistema também contribui para um levantamento mais eficiente de áreas que precisam ser recuperadas e para o monitoramento adequado, possibilitando a criação de leis ambientais.

 

Para o gerente de controle e fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira, esse trabalho de mapeamento da cobertura vegetal facilita a gestão ambiental e o monitoramento do Mato Grosso do Sul.

 

Ele disse que o SISLA agilizou o processo de licenciamento e o suporte à fiscalização, pois possibilitou que todos os agentes fiscais acessem mapas gerados por imagens de satélites e visualizem as unidades de conservação, terras indígenas e áreas de preservação permanente, por exemplo;

 

Ou seja, uma série de informações que estão disponíveis para consulta de forma fácil, rápida e automática, nos biomas Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado que compõem o Estado.

 

“O mapeamento permitiu licenciar de forma mais segura. Além da vistoria em campo, é possível ter uma visualização geral da propriedade, com imagens de satélite, garantindo uma segurança maior para a emissão dos documentos”, afirmou.

 

Segundo o gerente do Imasul, o Sisla ajudou muito nas análises, tanto para o empreendedor como para o governo do Estado, já que o próprio interessado pode ver, pelo sistema, se há áreas que restringem o seu empreendimento.

 

“Todas as atividades econômicas e empreendimentos licenciados no Estado passam pelo Sisla. Esse sistema se tornou de fundamental importância para o governo”, assegurou Ferreira.

 

O projeto GeoMS foi coordenado pela Embrapa Informática Agropecuária, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Desenvolvido, mediante um convênio de cooperação com o governo de MS, teve parceria da EMBRAPA –  Gado de Corte, em Campo Grande, MS  e apoio técnico da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS  e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.

 

A tecnologia gerada para apoio à gestão pública pode ser adaptada para qualquer Estado ou região do País.

 

 

Texto de Nadir Rodrigues, da Embrapa Informática Agropecuária

 

Publicada pelo EcoDebate, 10/07/2013

 

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