LIXO NO PANTANAL

LIXO NO PANTANAL

Ariranha-PaulWillians-FlickrCC

Fiz uma longa navegação pelas baias de Sia Mariana e Chacororé, berço das águas do Pantanal de Mato Grosso neste domingo.
Fiquei muito decepcionado pela quantidade (frequência) das observações de lixo flutuante, principalmente garrafas plásticas e sacolas. A maior parte dessas observações foi no Coricho que liga o Rio Cuiabá à baia de Chacororé, o que para mim indica que o lixo lançado no rio Cuiabá na sua área urbana está sim chegando ao Pantanal, afetando o equilíbrio ecológico deste importante ecossistema, hoje Patrimônio da Humanidade.

Não seria possível esta grande frequência de observações se somente fosse resultado de lançamento local ou dos turistas – tem que haver uma fonte maior, neste caso a capital, Cuiabá.


Este quadro é inaceitável em se tratando de um santuário ecológico e uma das maiores reservas de água doce que abastecem o Pantanal – as duas baias correspondem a perto de 10% do volume da Baia da Guanabara!
Vamos propor ao MPE/MT à UFMT e à SEMA um projeto de levantamento deste lixo flutuante para determinar a quantidade, a tipologia e confirmar se este lixo esta vindo de Cuiabá, o que irá requere ações concretas capazes de dar um basta a este estado de vergonha. Contaremos com o recém criado Instituto Augusto Leverger nesta iniciativa.

Eng. Everton Carvalho – Presidente da ABIDES

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