ÍNDICE BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

A ABIDES lança o Índice Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e Competitividade – IBDSC, a partir de estudos do processo de desenvolvimento sustentável e conceitos obtidos da London School of Economics, como forma de subsidiar os debates da Conferência Rio+20 da ONU.

 Há uma demanda mundial e particularmente da sociedade brasileira por índices capazes de retratar a competitividades dos países de forma a comparar o desempenho destes, considerando não só o PIB clássico, mas também as três dimensões do desenvolvimento humano (Saúde, Educação e Qualidade de Vida) que por sua vez abrangem os quatro fatores de desenvolvimento humano definidos pela ONU (Expectativa de Vida no Nascimento, Frequência Escolar Média, Expectativa de Frequência Escolar, PIB Per Capita), bem como a capacidade de participação no fluxo internacional de comércio.

 Dentro desta ótica, a ABIDES desenvolveu o “Índice Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e Competitividade – IBDSC” buscando representar a realidade do mercado mundial e das disputas geopolíticas que influenciam a capacidade de competição dos países dando especial ênfase ao bem estar do ser humano.

 Os seguintes fatores foram incorporados no cálculo do IBDSC:

  • IDH – incorpora as dimensões e fatores do desenvolvimento humano.
  • Mercados – incorpora o acesso ao fluxo de comércio internacional.
  • Poder Militar – incorpora a influência do fator militar nas disputas internacionais. (Fator inédito em relação a outras metodologias)

 O IDH (Fonte dos Dados: United Nations Development Programme – UNDP), Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, reflete a realidade sócio-econômica de forma ampla, por combinar fatores sociais com fatores econômicos, definindo níveis universais de medida da qualidade de vida das populações. O IDH é o elemento que provê para o índice os efeitos da sustentabilidade na medida em que a qualidade de vida do ser humano é o principal indicador de um meio ambiente saudável.

 O acesso aos mercados dá uma dimensão real – uma foto instantânea – da capacidade dos países em participar do comércio internacional, representando a habilidade de produzir bens e serviços com qualidade e competitividade. Nesta dimensão também se insere a capacidade científica e tecnológica. O índice reflete a soma das exportações e importações de cada país relativas ao maior índice e os dados foram obtidos do banco de dados da Organização Mundial de Comércio (OMC).

 O poder militar é medido pela soma de pontuações (0.25 para países que dispõe de forças armadas regulares significativas, 0.25 para países membros de blocos militares e 0.5 para países possuidores de arsenais nucleares). O poder militar deve ser levado em conta em termos de competitividade global, pois os conflitos atuais e do futuro sempre estarão correlacionados com interesses comerciais e estratégicos, como os conflitos recentes nas regiões ricas em petróleo e, futuramente os analistas apontam os recursos hídricos como foco de conflitos.

 Os conflitos do Oriente Médio, e particularmente as situação do Iraque, Líbia e Venezuela, com impactos adversos sobre o preço do petróleo, comprova a importância do poder militar na definição dos cenários geoeconômicos.

Para se estabelecer o Índice Brasileiro de Desenvolvimento e Competitividade, os fatores IDH, o Acesso a Mercados e Poder Militar, foram ponderados pelos pesos 5, 3 e 2 respectivamente. Esta distribuição de pesos coloca, pela primeira vez, a qualidade de vida do ser humano mais valorizado frente aos fatores econômicos. Os resultados estão apresentados no documento IBDC.

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