IBAMA fecha zoológico do Rio e multa Prefeitura

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA suspendeu ontem (14) o acesso de visitantes ao Zoológico do Rio de Janeiro.

Segundo o IBAMA, a Fundação Rio Zoo, que administra o local, tem sido notificada desde 2012 sobre a necessidade de adequar suas instalações.

 

Ibama fecha zoológico do Rio e multa prefeitura

Foto: IBAMA

 

Os principais problemas encontrados no zoológico são o grande número de animais em algumas instalações, a necessidade de obras estruturais e a ambientação dos cativeiros, para que se assemelhem ao habitat natural dos animais e permitam que eles mantenham seus comportamentos.

As intervenções consideradas prioritárias pelo Ibama são nos recintos Viveirão, Corredor de Fauna, Extra e Núcleos de Reprodução.

Além de fechar o zoológico aos visitantes, o instituto aplicou uma multa diária de R$ 1 mil contra a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, até que o parque esteja adequado.

Segundo o chefe do Núcleo de Fiscalização do Ibama no Rio de Janeiro, Vinícius Modesto de Oliveira, a situação atual do zoológico faz com que ele não cumpra mais seu papel de educação ambiental.

“A visitação ao parque não é mais uma experiência positiva para as crianças ou a população em geral”, afirmou Oliveira em comunicado enviado pelo Ibama.

Apesar do fechamento à visitação, a Fundação RioZoo deverá continuar cuidando dos animais.

A secretaria Municipal do Meio Ambiente entrou com recurso para suspender o embargo à visitação.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a licitação das obras de readequação do zoológico foi suspensa porque na próxima semana será publicado o edital de licitação para concessão do parque ao setor privado.

A empresa vencedora terá que invesitr R$ 60 milhões em até dois anos mas, segundo a prefeitura, as obras emergenciais serão feitas “em um curto espaço de tempo”.

Com a reforma, o parque ganhará novas lojas, restaurantes e áreas temáticas, substituindo os recintos exclusivos de confinamento.

 

Por Vinícius Lisboa, da Agência Brasil,

in EcoDebate, 15/01/2016

 

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