GÁS NATURAL PARA MATO GROSSO.

GÁS NATURAL PARA MATO GROSSO.

Gasodutos em Operação. Gasoduto Bolívia-Brasil. Lateral Cuiabá. Cáceres. Roboré. San Matías.

Estive na Bolívia por estes dias, mais precisamente visitando a Região de Santa Cruz de La Sierra, de onde vem o gás natural que importamos da Bolívia. Com a queda do nosso PIB e por consequência da demanda de gás natural, a importação de gás da Bolívia caiu a níveis mínimos, inclusive acionando a cláusula de “take-or-pay” – conforme a Petrobrás, em fevereiro deste ano a redução de importação atingiu 45% do máximo ou seja perto de 14 milhões de m3/dia o que significa que pagou-se 10 milhões de m3/dia sem usar (fica como crédito para épocas de maior demanda). Para Mato Grosso, fica mais clara a situação em termos do uso do gás natural da Bolívia – em primeiro lugar é fundamental acabar com este tabu de que a instabilidade política da Bolívia compromete o fornecimento a médio e longo prazo – hoje a Bolívia tem mais estabilidade que a Venezuela, que a Argentina e até mais que o Brasil. Neste sentido, a viagem do Governador Taques à Bolívia foi um passo decisivo na efetivação de um acordo direto de Mato Grosso com a Bolívia (claro com o beneplácito da nossa diplomacia) em condições de garantir o fornecimento de perto de 6 milhões de m3/dia pelo Ramal Lateral Cuiabá logo após a assinatura do Gasbol em 2019. Portanto, as melhores condições estarão dadas para que Mato Grosso possa usufluir do gás natural da Bolívia para impulsionar seu desenvolvimento industrial, inclusive com opção clara pelo uso do gás natural da ZPE de Cáceres. Temos todas as condições de retomar a perspectiva do uso do gás natural no Distrito Industrial de Cuiabá, no uso veicular e no uso doméstico também.

A ABIDES, em parceria com o NIEPE/UFMT e a AGER/MT está elaborando diagnóstico e planejamento desta nova era do gás natural em Mato Grosso juntamente com o Sindenergia, com o forte apoio do Senador José Medeiros e do Deputado Dilmar Dal Bosco.

Afinal que adiantaria o gasoduto implantado pela ousadia de Dante de Oliveira se nós matogrossenses ficarmos “esperando a banda passar”.

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

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