Fabius confia no sucesso da Cúpula das Mudanças Climáticas em Par

Fabius confia no sucesso da Cúpula das Mudanças Climáticas em Paris

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O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, disse estar confiante de que a cúpula sobre mudanças climáticas que terá início em Paris em 30 de novembro deste ano será um sucesso apesar das enormes dificuldades em se conseguir um compromisso eficaz.

“Esta conferência é extremamente importante; também é extremamente difícil , mas esperamos ter sucesso”, disse Fabius em uma conferência de imprensa em Pequim, onde concluiu hoje uma visita a preparar a conferência COP21.
Fabius destacou o efeito positivo que terá o acordo anunciado em novembro passado em Pequim entre os presidentes dos EUA, Barack Obama e China, Xi Jinping, pelo qual ambas as potências se comprometeram a reforçar a sua ação contra as emissões de gases de efeito estufa.

“Este acordo tem dado um impulso às negociações, porque se os dois maiores emissores do mundo se sentirem fora do esforço comum, outros podem ser tentados a fazer o mesmo”, disse ele.
Até agora, cerca de um terço dos 195 países participantes enviaram suas propostas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, embora o prazo vai até o final de outubro, entretanto Fabius solicitou que seja feito o mais rapidamente possível a fim de melhor preparar a conferência.

China, o maior emissor de gases de efeito estufa, está programado para apresentar a sua contribuição “nas próximas semanas”, acrescentou.

A conferência terá lugar entre 30 de Novembro e 11 de Dezembro em Le Bourget (Paris), e Fabius destacou que “o pragmatismo é a chave” para chegar a um acordo. O ministro das Relações Exteriores francês também discutiu na sexta-feira com o premiê chinês Li Keqiang, questões bilaterais.
Fabius anunciou que Li vai viajar para Paris em 29 de junho para assinar uma série de acordos de cooperação, incluindo finalização do acabamento de aeronaves de longo curso Airbus A330 nas instalações que o grupo aeroespacial europeu tem na cidade chinesa de Tianjin.

A cooperação no domínio da energia nuclear ou a busca conjunta de mercados em outros países (em particular na Ásia e África) também fará parte do menu da visita.

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