EXPERIÊNCIAS DAS BIBLIOTECAS PARQUE NA AMÉRICA DO SUL – CASOS DO BRASIL E DA COLÔMBIA.

ABIDES – DOCUMENTO

 

EXPERIÊNCIAS DAS BIBLIOTECAS PARQUE NA AMÉRICA DO SUL – CASOS DO BRASIL E DA COLÔMBIA.

DSC02139_A75E0000TROCA DE EXPERIÊNCIAS BRASIL-COLÔMBIA 

A Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento Sustentável – ABIDES, no âmbito de seu Programa de Integração da América Latina, vem realizando atividades visando à promoção de atividades socioculturais com participação de profissionais ligados às Bibliotecas Parque localizadas nos países da América do Sul.

Dentro desta visão, estamos utilizando a experiência da Biblioteca Parque Manguinhos – Rio de Janeiro/Brasil, como foco de visitas e eventos com participação de profissionais de diversos países, com o objetivo de conhecer os resultados destas instituições na busca de difundir e promover a leitura entre crianças e jovens de comunidades carentes das grandes metrópoles, que convivem em ambiente de fragilidade socioambiental.

As experiências das Bibliotecas Parque da Colômbia, particularmente as desenvolvidas na cidade de Medellín, têm sido consideradas como referências para a implantação destes sistemas na cidade do Rio de Janeiro, como foi o caso da Biblioteca Parque Manguinhos, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Estado do Rio de Janeiro e localizada no bairro de Manguinhos, circundada por favelas como a Favela de Manguinhos, Jacaré-Jacarézinho, Mandela, Arará, entre outras. A Favela de Manguinhos ganhou neste ano relevância internacional em função da visita do Papa Francisco à Comunidade de Varginha localizada nesta favela onde também fica a Igreja de São Jerônimo Emiliano, quando o Papa fez uma oração nesta pequena igreja e deixará um presente para a comunidade.

A motivação para a implantação das Bibliotecas Parque tem como pano de fundo a questão da violência urbana e o contexto de fragilidade social das populações que vivem nas “periferias” dos centros urbanos. No caso da Colômbia, os conflitos envolvendo o narcotráfico, as guerrilhas e as milícias paramilitares, dentro do ambiente de fragilidade social destas “periferias” foram motivadores para a iniciativa da implantação das Bibliotecas Parque como instrumentos para o resgate social, principalmente, mas não exclusivamente, de crianças e jovens envolvidos nesta miscelânea de conjunturas socialmente negativas, envolvendo principalmente a violência e a questão dos direitos humanos.

As Bibliotecas Parque de Medellín foram implantadas pelo Governo Municipal com grande participação comunitária na definição das metas e das metodologias que seriam utilizadas, de modo que estas instituições, além dos objetivos convencionais de uma biblioteca, se transformaram em centros culturais, lazer e capacitação, e hoje representam pontos de mobilização e de formulação de soluções socioambientais de interesse comunitário.

Na nossa visão, a implantação de Bibliotecas Parque nas periferias das grandes cidades se constitui em significativo avanço de políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida das populações. Enquanto espaço de gestão participativa, as bibliotecas contribuem para a formação da identidade comunitária, permitindo que as comunidades se apropriem das mesmas e se sintam responsáveis pela preservação deste importante instrumento de promoção educacional.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, em parceira com o Governo Federal, inspirado no modelo das bibliotecas colombianas implantaram a Biblioteca Parque Manguinhos, que há três anos vem oferecendo serviços culturais para as populações carentes que vivem no seu entorno. Atualmente a biblioteca recebe em média a visita de trezentas pessoas diariamente, consolidando-se como ponto de referência em termos de promoção do desenvolvimento humano destes visitantes. A biblioteca oferece não só um grande e diversificado acervo de livros, vídeos e outros meios audiovisuais, como também realiza diversos eventos culturais e de capacitação em parceria com diversas entidades da sociedade civil e de representação das comunidades envolvidas no processo. Este modelo de biblioteca também foi implantado na Favela da Rocinha, considera da maior favela da América Latina.

Em junho de 2013, a ABIDES realizou um diagnóstico das experiências das Bibliotecas Parque do Brasil e da Colômbia, em dois eventos, o primeiro realizado no Centro Cultural de Visconde de Mauá em 5 de junho de 2013 que contou com apresentações do Presidente da ABIDES, Eng. Everton Carvalho, que abordou a questão do Desenvolvimento Sustentável Brasileiro, o Cientista Político Rodrigo Marinho, do quadro profissional da Biblioteca Parque Manguinhos, formado em Ciências Sociais pela UERJ, que expôs a experiências da Biblioteca Parque Manguinhos e a Cientista Social Angélica Leon (Colômbia), formada em Análise de Políticas Públicas pela Universidade Nacional de Colômbia, que apresentou diagnóstico das atividades das Bibliotecas Parque de Medellín.


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MÁRCIA PATROCÍNIO – PRESIDENTE DO CCVM

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EVERTON CARVALHO – PRESIDENTE DA ABIDES

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PESQUISADORA ANGÉLICA LEON – COLÔMBIA

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PESQUISADOR RODRIGO MARINHO – BIBLIOTECA PARQUE MANGUINHOS

 

No dia 6 de junho, a Dra. Angélica Leon manteve atividades de estudo e análise de resultados com a equipe da Biblioteca Parque Manguinhos, visando à troca de experiências para o aperfeiçoamento do processo de interação social com as comunidades.

A ABIDES avalia que as iniciativas das Bibliotecas Parque da Colômbia e do Brasil são elementos importantes e inovadores para a promoção de uma melhor qualidade de vida para grande parcela da população da América Latina, que ainda vive à margem de direitos fundamentais da pessoa humana por carência de políticas públicas capazes de elevar o nível de bem-estar social destas populações e esta percepção tem nos motivado a promover as atividades acima relatadas e terão continuidade nos próximos anos. No vídeo abaixo apresentamos um registro das atividades recentemente realizadas.

 

Everton Carvalho

Angélica Leon

Rodrigo Marinho

 

 

 

 

 

 

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