Evolução da Gestão Ambiental

A gestão ambiental no Brasil evoluiu em fases e existe até um certo consenso sobre esta evolução.

 

Corazza (2003) faz uma análise da evolução da gestão ambiental com as seguintes seqüenciamento:

 

– década de 70, criação do cargo ligada a área ambiental;

– década de 80, as empresas trabalham nos programas internos de prevenção e proteção ambiental;

– década de 90, inicio de uma integração da gestão ambiental junto aos seus processos organizacionais.

 

Desta forma Corazza procura mostrar a própria evolução dos conceitos dentro das empresas, juntamente com a própria evolução dos modelos de gestão das organizações.

 

Barbieri (2007) define o meio ambiente reflete o nosso dia com a interação com ele.

O prefixo latino Ambi significa ao redor, desta forma meio ambiente mostra a idéia de um lugar que esta em volta do homem sem, contudo, incluí-lo.

 

No sentido geral meio ambiente como condição de existência de vida, envolve a biosfera e estende-se muito além dos limites em que a vida é possível.

 

Rohrich e Cunha (2004) definem o termo de gestão ambiental como um conjunto de políticas e estratégias administrativas e operacionais que buscam atender a legislação na área da saúde e a segurança das pessoas e a prevenção do meio ambiente.

 

Faucheux (1997) identificam dois conjuntos de razões estratégicas que explicam a integração da gestão ambiental pelas empresas: as defensivas e as proativas.

 

Quando se trata das estratégias defensivas, o meio ambiente é encarado como uma restrição suplementar às atividades da empresa.

 

Quando se trata das estratégias proativas, o meio ambiente é encarado como elemento de competitividade extra-custos.

 

Para Corazza(2003) a integração da gestão ambiental nas organizações devem ocorrer:

 

– através da integração matricial;

 

– através do diagnostico do mecanismo de transformação das estruturas das organizações podem influenciar positivamente no seu desempenho ambiental;

 

– através da permanência do envolvimento efetivo das partes interessadas.

 

Desta forma a relação do homem com o seu meio ambiente apresenta questões de como ele deve construir as suas condições de vida e quais são os reflexos das opções econômicas adotadas em cada país (Seiffert, 2010).

 

Atualmente a evolução mais aproximada dos conceitos de meio ambiente incluem o homem e são basicamente antropocêntricas, relacionando o conjunto de resultados entre as interações possíveis entre meios físico, como rochas, solos, águas superficiais e subterrâneas, geomorfologia e climas, biológico, como a flora e fauna e o próprio meio antrópico ou sócio-econômico, que atende pelo conjunto de atividades realizadas pelo homem, cuja listagem é quase infinita.

 

CORAZZA, R.I. Gestão Ambiental e mudanças da estrutura organizacional, RAE-eletrônica, v. 2, n. 2, jul-dez/2003. BARBIERI, J.C. Gestão ambiental empresarial, São Paulo, Saraiva, 2007. ROHRICH, S. S.; CUNHA, J. C. A proposição de uma taxonomia para a análise da gestão ambiental no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, v. 8, n. 4, p. 86-95, 2004. FAUCHEUX, S.; HAAKE, J.; NICOLAÏ, I. Implications de la mondialisation économique sur La relation environnement-entreprises. Rapport de Recherche: C3ED/DGAD/SRAE n° 95285, 1997.

 

Artigo do Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

 

EcoDebate, 29/11/2012

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