Eletrobras Eletronuclear aguarda manifestação do Departamento de Coordenação e

Eletrobras Eletronuclear aguarda manifestação do Departamento de Coordenação e

Governança das Empresas Estatais – DEST/ Ministério do Planejamento sobre a contratação

de crédito de longo prazo.

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou

financiamento de R$ 6,1 bilhões para a Eletrobras Eletronuclear construir Angra 3, a ser

amortizado em 20 anos com mais 5 de carência. A Usina, que faz parte do Programa de

Aceleração do Crescimento (PAC), terá potência instalada de 1.405 megawatts (MW), o que

permitirá suprir energia equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro.

Considerando os custos incorridos, esse financiamento corresponde a 58,6% do investimento

total do projeto, que vai criar nove mil empregos diretos durante a fase de construção e 500

quando a Usina entrar em operação. A Eletrobras financiará R$ 890 milhões com recursos

provenientes da RGR – Reserva Global de Reversão e 1,6 bilhão de euros serão captados no

mercado externo. Os investimentos diretos ainda a realizar montam R$ 9,9 bilhões.

No momento, a Eletronuclear aguarda a necessária manifestação do DEST (Decreto 3.735/2001,

art.2º, inciso IV) para a aprovação de contratação de operação de crédito de longo prazo.

Retomada das obras –

1986. Em 2007 o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE autorizou a retomada dessas

obras. No tocante ao licenciamento ambiental, foram expedidas pelo IBAMA as Licenças Prévia

e de Instalação em julho de 2008 e março de 2009, respectivamente. Em maio de 2010, a

Comissão Nacional de Energia Nuclear concedeu a Licença de Construção da Usina, autorizando

o início da concretagem da laje do prédio do reator. Previsão do início da operação comercial:

dezembro de 2015.

Entre os equipamentos já adquiridos e mantidos durante os últimos 24 anos sob rigoroso

esquema de preservação em almoxarifados no próprio sítio da Usina e nas instalações da

Nuclep estão os componentes de grande porte da chamada “ilha nuclear”, tais como: vaso do

reator, geradores de vapor, pressurizador, bomba principal de refrigeração, suportes de

componentes do circuito primário e os principais componentes do chamado circuito secundário,

como: turbinas de alta e baixa pressão, gerador elétrico e as bombas principais de água de

alimentação e de condensado.

Alguns quantitativos da obra de Angra 3:

• Área ocupada – 82 mil m2;

• Concreto – 200 mil m3;

• Aço – 30.800 t;

• Pintura – 370 mil m2;

• Grau de nacionalização – 54%;

Benefícios – quando entrar em operação a Usina Angra 3 poderá gerar mais de 10 milhões de

MWh/ano – carga suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte por um ano.

Entre os benefícios que a unidade poderá trazer estão:

• Ampliação da capacidade de geração do Sudeste – região historicamente importadora de

energia;

• Não emissão de gases causadores do efeito estufa;

• Ausência de impactos ambientais provocados por alagamento de grandes áreas;

• Aumento de encomendas em fabricantes e fornecedores de equipamentos nacionais, com a

conseqüente criação de empregos/ fortalecimento da indústria nacional como fornecedora de

alta tecnologia;

• Utilização de combustível nacional – urânio – existente e beneficiado no país;

• Oportunidade de criação de cerca de 9.000 postos diretos e 15 mil indiretos de trabalho,

durante o pique das obras e de 500 empregos diretos permanentes na fase de operação

As obras civis da Usina Angra 3 foram iniciadas em 1984 e paralisadas em

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