Construir a Ética Sustentável no Brasil.

Construir a Ética Sustentável no Brasil.

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Boa Administração Pública e boa governança são fundamentais para alcançar o Desenvolvimento Sustentável.

A boa governança, apoiada pelo bom funcionamento da administração pública, é um dos pilares necessário para desenvolvimento sustentável do Brasil.

O Governo terá que realizar um processo de mudança transformadora para criar um ambiente favorável para promover o crescimento econômico, a coesão social e proteção ambiental. Isso exigirá, entre outros, a liderança ética em todos os níveis apoiada por instituições eficazes, forte compromisso com a integridade, coordenação, integração, inovação, bem como a responsabilidade compartilhada e a prestação de contas à sociedade.

De acordo com palavras do Sub-Secretário-Geral  do Departamento de Assuntos Socioeconômicos da ONU, Sr. Wu Hongbo (UN DESA); “Os líderes mundiais têm afirmado que, para alcançar o desenvolvimento sustentável, a boa governança, paz e segurança, o respeito pelos direitos humanos e ao Estado de Direito são essenciais. Em particular, eles apontam que precisamos de instituições eficazes em todos os níveis, transparentes, responsáveis e democráticas.”

As esperanças de um Século XXI próspero e seguro, sempre  foi uma aspiração do Povo Brasileiro, que já na década de 90 desejava a moralização da gestão pública e o aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, tanto isto é verdade, que o Movimento Caras Pintadas, foi capaz de cassar o mandato do Presidente Collor, e esta mesma onda de esperança elegeu Lula presidente.

A expectativa positiva no início da década passada era imensa, com o otimismo aflorando à pele, todos confiantes num novo ciclo de gestão pública, que fosse capaz de oferecer segurança, crescimento socioeconômico justo, com significativa melhoria de vida de todos os brasileiros e que propiciasse o acesso aos benefícios da inovação tecnológica. Houve um período de bonança apoiado nas condições internacionais favoráveis e a adoção de uma política de distribuição de renda e de gestão econômica responsável.

Entramos na segunda década do Século XXI, já no bojo da grande crise financeira de 2008, e vimos o sonho fugindo das nossas mãos. Veio então o “Mensalão” e logo depois o “Petrolão”, já num clima de uma séria crise ética e econômica, revelando desvios éticos e morais existentes no sistema político e na gestão pública. O Povo foi e continua nas ruas, exigindo moralidade, ética e justiça, movimento que vem obrigando os poderes a rever sua atuação.

Nesta crise, é necessário chamar os governantes a uma reflexão profunda sobre a questão do Desenvolvimento Sustentável no Brasil, único caminho, em nossa opinião, capaz de apontar a superação da crise econômica, pelo seu poder de alavancar nossas vantagens comparativas em termos de recursos naturais, capital natural, que aliado ao nosso capital humano e tecnológico tem um enorme potencial de criar um novo ciclo de crescimento socioeconômico em nosso País, dentro do conceito do “Desenvolvimento Sustentável do Brasil”.

Questões como a transparência e prestação de contas das instituições públicas, combate à corrupção, a participação dos cidadãos, o acesso à informação e as parcerias público-privadas oferecem alguns indicadores a serem considerados pelos formuladores de políticas na definição de uma estratégia para enfrentar os complexos desafios do Desenvolvimento Sustentável.

No conjunto de um novo sistema de gestão ética e responsável, o Poder Executivo e o Congresso Nacional devem construir uma agenda comum visando a:

  1. redefinir as relações e responsabilidades de apoio à governança participativa e prestação de serviços públicos de qualidade, inclusive utilizando as inovações tecnológicas;
  2. priorizar a inovação, a priorização de metas e a tomada de decisões qualificada para integrar os processos de Desenvolvimento Sustentável de maior impacto;
  3. promover instituições responsáveis, a integridade dos tomadores de decisão e a liderança ética para reforçar a confiança da sociedade nas ações e diretrizes para garantir o Desenvolvimento Sustentável.

A governança ética é fundamental para alcançar o desenvolvimento econômico e social, a sustentabilidade ambiental, a paz social e a segurança. Precisamos, portanto, de transformar a governança pública, entre outras coisas, pela exploração do potencial de avanço tecnológico e inovação para cumprir os compromissos com a construção de uma nação justa socialmente e sustentável economicamente.

A transformação dos sistemas de governança e da cultura é uma prioridade para o Desenvolvimento Sustentável. Ela também é um fim em si mesmo.

Instituições fortes e boa governança são reconhecidas pela comunidade internacional como catalisadores para o desenvolvimento sustentável, em sintonia com a prioridade da inovação e da tomada de decisões qualificadas.

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

 

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