Como aproveitar o lixo orgânico?

Você sabia que o Brasil produz cerca de 150 mil toneladas de lixo por dia? E que menos da metade, 13%, é reciclado ou aproveitado como lixo orgânico? Preocupados com essas informações do Ministério do Meio Ambiente, resolvemos dividir com você uma dica de como aproveitar o lixo orgânico por meio da compostagem.

 

Mas antes, vamos lembrar: reciclagem é o processo em que determinados tipos de materiais, como latinhas de refrigerante e garrafas pets, entre outros, são reutilizados como matéria prima para a fabricação de novos produtos.

 

Já lixo orgânico é todo resíduo que tenha origem vegetal ou animal, produzido nas residências, escolas, empresas e pela natureza. A compostagem transforma o lixo orgânico em adubo e pode ser feita em casa. Há dois tipos de compostagem: a tradicional, feita apenas com a decomposição do material orgânico, e a feita com minhocas, conhecida como minhocasa.

 

Que tal aprendermos a fazer a compostagem tradicional? Peça ajuda de um adulto e vamos lá!

Você vai precisar de:

 

1 pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde
1 bacia rasa
Matéria seca: papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e/ou palha de milho
Material úmido: resto de leite, filtro de café usado, borra de café, cascas de frutas, sobras de verduras e legumes e/ou iogurte
Luvas

 

O que você não pode usar:

 

Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite ou qualquer tipo de tempero
Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez
Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro
Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado
Cinzas de cigarro e carvão
Gorduras animais, como restos de carnes
Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta

 

 

1º Passo

 
Com ajuda de um adulto, pegue o pote ou a lata e perfure o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume, que é um líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição,  vai passar.

 

2º Passo

 
Coloque a bacia rasa embaixo do recipiente em que ficará o material orgânico, é ela que vai “recolher” o chorume. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use pedaços de tijolo ou algo que sirva de calço, para colocar a lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia.

 

Observação: a compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só.

 

3º Passo

 
A compostagem caseira não significa que o lixo pode ser jogado de qualquer jeito, um em cima do outro e pronto, está feito. É necessário colocar de forma adequada os resíduos orgânicos, formando camadas. Coloque um por um os materiais.

 
O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio,  material úmido – o lixo em si  e carbono:   material seco,  papelão, folhas secas, aparas de grama,etc. Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo.

 

4º Passo

 
Depois dos passos anteriores, é necessário esperar alguns dias para que as ações aconteçam. A primeira fase é a decomposição, que dura em média 15 dias na compostagem doméstica. Durante esse tempo não é necessário mexer. Depois desses 15 dias é que essas “mexidas” podem ser feitas. Com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar,  para uma outra lata, por exemplo.

 

O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E, quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.

 

Fonte: Turminha MPF/ EBC

Publicado no Portal EcoDebate, 28/01/2015

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