Brasil Nuclear na Frente!

O Brasil, como potencia regional não pode abrir mão dos benefícios da energia nuclear, pois grandes reservas de urânio estão localizadas em nosso território, o que nos permite produzir nosso próprio combustível para as usinas, sem dependência externa, o que é um fator fundamental para a segurança energética do país.

Brasil Nuclear na Frente!

O Engenheiro Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear, foi convidado pelo Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), Yukiya Amano, para servir como membro do Standing Advisory Group on Nuclear Energy (SAGNE) no mandato 2010-2012 . Esse grupo de especialistas do setor de energia nuclear, reconhecidos internacionalmente, assessora o Diretor-Geral da AIEA em temas relativos ao papel da energia nuclear no desenvolvimento sustentável.

O SAGNE, composto de 20 especialistas dos países membros da Agência, selecionados pelo Diretor Geral por sua competência pessoal, se reúne pelo menos uma vez por ano. A próxima reunião será de 07 a 09 de abril, na sede da Agência, em Viena.

Este Grupo tem competência para recomendar ações relativas às políticas e estratégias a serem adotadas no desenvolvimento da tecnologia nuclear; de desenvolver e manter a infra-estrutura adequada para os países membros; de acompanhar e recomendar efetivas ações para o uso da energia nuclear para dessalinização de água e produção de hidrogênio. E ainda, entre outras ações, construir e gerenciar o conhecimento nuclear para o desenvolvimento sustentável da energia.

À parte das polêmicas entre Irã e EUA, o Brasil dá passos sólidos no rumo do uso pacífico do átomo, com respeito ao meio ambiente. São estas competências, como a do Dr. Leonam dos Santos Guimarães, que credenciam nosso país para o uso da energia nuclear para a geração de energia elétrica (nucleoeletricidade), pois a tecnologia nuclear é complexa e está na fronteira do conhecimento técnico científico da humanidade. As questões de segurança das nossas usinas e o correto tratamento dos impactos ambientais dependem de equipes competentes para atender aos requisitos destas duas áreas, de modo que as usinas nucleares possam operar com a devida segurança e respeito absoluto ao meio ambiente, condições que propiciam a obtenção da confiança da sociedade.

Com a retomada das obras de Angra 3 e os trabalhos de planejamento de mais duas usinas a serem localizadas no nordeste, a energia nucleoelétrica aumenta sua participação na matriz energética brasileira, como forma de complementar a geração hidrelétrica, tornando mais confiável o Sistema Nacional Integrado, propiciando condições para o crescimento sustentado do Brasil. Aliás a energia nuclear vem sendo considerada como a alternativa mais relevante para evitar a emissão dos gases causadores do aquecimento global, preocupação central da comunidade internacional.

Por gerar grandes blocos de energia sem emitir estes gases, ao lado das fontes renováveis de energia, a energia nuclear tem um enorme potencial de redução das emissões de CO2, caso fossem utilizadas usinas que queimam diesel, óleo combustível, gás natural e carvão. Para se ter uma idéia, somente as usinas de Angra 1, Angra 2 e Angra 3 evitam a emissão de 10 milhões de toneladas de CO2 anualmente para a atmosfera.

O Brasil, como potencia regional não pode abrir mão dos benefícios da energia nuclear, pois grandes reservas de urânio estão localizadas em nosso território, o que nos permite produzir nosso próprio combustível para as usinas, sem dependência externa, o que é um fator fundamental para a segurança energética do país.

Engenheiro Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

Gerson Bastos

Gerson Bastos é um desenvolvedor de sites especializado na plataforma open source Wordpress. Trabalha com desenvolvimento de sites desde 2007 e atua principalmente em Brasília-DF. Email: gerson@gersonbastos.com.br

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