Brasil First!

Brasil First.

Não há dúvida de que o Brasil não tem poder econômico nem político para confrontar as posições protecionistas de Trump como as recentes taxação do aço e do alumínio, dois componentes da nossa pauta de exportação para os EUA. Mas este episódio coloca na pauta nacional uma lição a ser aprendida: a maior potência econômica (será ultrapassada pela China até 2020) e maior potência militar do globo tem poder para quebrar as antigas regras e aspirações do livre comércio e países emergentes como o Brasil precisam, a partir de agora, pensar prioritariamente seus interesses nacionais, como está fazendo na prática o Presidente Trump.

Querer ser o “eticamente correto” neste cenário da America First é ser “a freira no puteiro”, com toda vênia ao trabalho honesto das prostitutas!

Portanto, estamos em outros tempos nos quais recursos à OMC só servem para retórica e para advogados pagos a peso de ouro para os questionamentos nesses fóruns multilaterais. Trump já deixou claro que não acatará arbitragens ou sanções da OMC que possam prejudicar a economia norte-americana. A UE e a China estão alertando Trump dos riscos de uma guerra tarifária e suas consequências para o comércio internacional. Porém o fato, apesar destes alertas, é que Trump está colocando na prática seu discurso de campanha “America First“.

Nós somos muito mais vulneráveis que os EUA, Europa, China e Japão, enfim, mais vulneráveis que as economias desenvolvidas, o que nos exigirá uma postura muito mais eficaz para superar o ônus dessas tarifações como as do aço, por exemplo. Temos que diagnosticar quais são os itens da nossa economia que podem ser utilizados para enfrentar este novo cenário, em quais segmentos podemos tomar medidas protecionistas sim – foi esta a única opção que nos está sendo dada pelos poderosos – Brasil First!

Eng. Nuclear Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

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