BEM VINDOS “MENINOS DA REPÚBLICA DE CURITIBA”.

BEM VINDOS “MENINOS DA REPÚBLICA DE CURITIBA”.

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Falar de ética é adentrar no terreno amplo da filosofia, na qual cabe tanto as receitas de Hegel, mas também as máximas de Nitzche.

Levar estes conceitos para o mundo prático, real, em particular da vida republicana, exige muito mais que um simples artigo sobre os “meninos de Curitiba”. Prefiro ficar no campo da sociologia e da ciência política, pois é nessas áreas que se dá o debate atual das ideias sobre nosso sistema político-institucional e os desvios e virtudes em questão. Foram séculos de prevaricação, da construção de um sistema dominante dos mais fortes (as oligarquias), desde a escravocracia, os senhores dos engenhos até o poder atual das empreiteiras e dos bancos, versão moderna destes precursores do domínio pela força, pela manipulação e pela impunidade.

Este movimento dos”meninos” é somente o início de uma reversão deste sistema, que está sendo capaz de colocar sob a égide da Lei caciques como Cunha, Renan, Lula, Dilma e Sarneys da vida – Lula e Dilma sim, infelizmente neste ranking da vergonha, pois ao se associar umbilicalmente com o sistema oligárquico, abandonaram os ideais nossos que os levaram a ocupar o espaço de poder em nome das nossas aspirações por justiça social e aprofundamento da nossa democracia refundada em 1988 por Ulisses Guimarães. Foram menores e se deixaram inebriar pela glamour e benesses do poder “burguês”, dantes denunciado e repudiado. Não há escusas que possam justificar esta associação insidiosa – foi este sério deslize, com cara de traição, que resultou nos grandes escândalos, desnudados inicialmente e paradoxalmente por Roberto Jefferson, Coronel das Serras Fluminenses.

É isto, claramente os mensalões e petrolãos que mancham a república de Lula, que a filosofia de Hegel não explica, mas talvez Zaratustra possa apontar a marcha da insensatez, que claro, despertou as reservas morais, que por felicidade da nação, se transformaram na força de ação dos “meninos da República de Curitiba”.

Não há parto sem dor, assim como não haverá cura sem dor para o câncer da corrupção sistemática que fizeram se abater sobre todos os brasileiros, vitimando,principalmente, os 20 milhões de desempregados e os 100 milhões de excluídos, vítimas maiores da demagogia dos incautos, que prometeram a cura de todas as doenças sociais, mais se contentaram com as medidas de profilaxia e com a demagogia, gerando sim a necessidade de rompermos com este círculo de associações espúrias, que causará dor sim, ranger de dentes – mas a fria letra da nossa Lei é o único caminho propício para esta cirurgia.

O Brasil entre desta forma numa mudança de paradigma histórico, na qual os gestores públicos, as corporações privadas e a sociedade em geral passam a se guiar pelo real interesse comum e pela ética. Se pelo medo das punições legais nesta fase, transforme-se no genuíno respeito às regras civilizadas de convivência, propiciando a ambiência necessária à uma evolução positiva e construtiva d e um país moderno, justo e próspero.

O discurso ideológico, partidário fácil em nome de denunciar um pseudo autoritarismo dos “meninos da República de Curitiba”, não será capaz de reverter o único caminho democrático e legal que haveremos de trilhar em nome das maiorias verdadeiramente prejudicadas, excluídas e sedentas de justiça.

A outra opção, todos sabemos qual é e não a desejamos enquanto democratas – bem vindos os “meninos da República de Curitiba” – a grande maioria da sociedade brasileira os apoia, sem sombra de dúvida!

Eng. Nuclear Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

 

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