BALA NA NUCA OU INJEÇÃO LETAL?????

bala

 

letal

 

Nos nossos encontros com jovens artistas na Fundição Progresso no Rio de Janeiro, realizamos uma performance que consta do seguinte:
– Solicito que os jovens participem de uma pesquisa que terá somente duas perguntas e peço o compromisso de todos que aceitem tacitamente responder às duas perguntas da pesquisa, condição normalmente aceita por todos.

 

Conto o seguinte enredo: uma mulher brasileira em viagem por um país estrangeiro senta-se a uma mesa de uma lanchonete, cansada pelas caminhadas de turismo e tira uma latinha de cerveja do isopor que conduzia e inicia a beber da lata. Subitamente é cercada por um grande número de polícias que a levam presa e ela fica sem entender; e chegando à delegacia o delegado explica que ela violou uma das mais severas leis do país que proibi o uso de bebidas alcoólicas e que ela seria imediatamente levada a um Juiz para ser julgada pelo grave crime. O Juiz então informa que ela foi presa em fragrante delito por um crime gravíssimo no país cuja pena seria a morte e a condena sem apelação à pena capital, a ser executada naquele mesmo dia. Na cela solitária e aflita, ela recebe o carrasco que explica que a “democracia daquele país” dava a ela o direito de escolher a forma de execução: um tiro na nuca ou uma injeção letal.

– Então eu me dirijo aos jovens e formulo a primeira pergunta da pesquisa: se colocando na posição da condenada, quem prefere ser executado com uma injeção letal, por favor, levante a mão. Surpresos pela situação e a pergunta inusitada, a maioria se inibi ou reage pelo instinto natural de sobrevivência e somente uns poucos (quase sempre menos de 5% do total de jovens presentes) ousam levantar a mão.

 

– Em seguida, enfaticamente, eu afirmo: aqueles que pensam que terão uma segunda chance para responder à segunda pergunta estão enganados – não preciso fazê-la, pois a pesquisa só tem duas perguntas e como somente 5% responderam que escolheriam ser executado por uma injeção letal, eu presumo com toda a segurança, devido ao silencio dos demais, que estes optaram pela execução por um tiro na nuca! Claro há uma reação de surpresa e mesmo de indignação dos demais 95%.

– Ai então eu intervenho e explico: pois é! meus amigos, vocês sabem em qual país a forma de execução dos condenados à morte é o tiro na nuca? Quase sempre um deles responde que é a China; e eu respondo: você está correto, no país mais populoso do mundo com 1.3 bilhões de pessoas a forma de execução é o tiro na nuca, e se a família tiver recursos, ainda terá que pagar a bala da execução para o Estado. E a injeção letal, onde é utilizada? – quase sempre um dos presentes responde que é nos Estados Unidos – e ai eu concordo e afirmo que na nação mais poderosa da terra as pessoas são executadas de forma “mais humanitária” com injeções letais.

“Meus amigos, no país mais populoso do mundo e na nação mais poderosa da terra, a vida humana tem valor relativo”. Daí a raiz de todas as formas de violência contra a pessoa humana: a falta de respeito supremo ao valor da vida humana. Esta forma de enfoque se desdobra na análise da “barbárie” presente em diversos períodos da história da humanidade até aos dias de hoje, das incontáveis guerras e conflitos violentos, das execuções em massa de Hitler e de Stalin, o interminável conflito na Palestina, a violência das organizações criminosas e do tráfico de drogas no México e em outros países, as ditaduras de esquerda e de direita a matar e torturar pessoas inocentes, às vezes pelo simples fato de divergirem de governos e mesmo de seitas religiosas”.

 

Mulheres condenadas à morte por adultério em países islâmicos, meninas sequestradas na Nigéria, Crianças, Jovens e Mulheres assassinadas pela polícia nas favelas do Brasil, a prisão de Guantánamo, os presos políticos em Cuba, a violência e a corrupção policial infelizmente ainda espalhada por todo o Brasil.

O terrorismo Islâmico radical que tantos milhares de vidas inocentes têm ceifado em atentados terroristas bárbaros, a discriminação de imigrantes nos países da Europa, ditos “desenvolvidos” – “desenvolvidos para quem cara pálida?” e o assassinato de estado de Jean Charles na Inglaterra são as diversas facetas de um mesmo fenômeno “A Barbárie”, que infelicita lares, crianças, mulheres, jovens e idosos em todas as partes do mundo.

É necessária uma forte reação consciente da sociedade brasileira contra esta onda de violência, que culminou no Brasil com  o linchamento de uma mãe trabalhadora, incitado por boatos nas redes sociais. Grupos de incentivo à violência tem crescido de forma exponencial nas redes sociais com blogs e páginas de grupos neonazistas, pregadores de justiça pelas próprias mãos e de violência contra minorias e grupos racistas – estas páginas eram 6.000 em 2012 e já atingiram hoje a cifra de 21.000, numa corrida frenética da Barbárie contra todos nós.

Nesta hora, de ataque direto aos valores mais caros na sociedade brasileira, é necessário uma reação das pessoas equilibradas e de bem, iniciando pela nossa casa, nossa família e chegando nas escolas, onde os educadores tem uma missão além de ensinar o convencional e promover um grande movimento de Educação Cidadã, sem a qual, a iniquidade daqueles que pregam a Barbárie colocará em risco nossa já frágil democracia, estabelecendo o caós.

 

A ABIDES na pessoa do seu Presidente, lançou o “Grupo Barbárie NO” no facebook, e convida a todos que compartilha deste compromisso contra a violência a participar e fortalecer este grupo, em nome da Paz na Sociedade Brasileira.

 

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

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