Aumento da cobrança pelo uso da água é tema principal de encontro em São Paulo

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No último dia 9 de setembro, aconteceu no Palácio dos Bandeirantes – SP, a Reunião Plenária Extraordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. A União da Industria de Cana-de-Açúcar – UNICA, representada pelo seu consultor Ambiental e de Recursos Hídricos, André Elia Neto, esteve presente defendendo os interesses dos usuários de água do segmento agroindustrial.

 

Durante o evento, presidido pelo secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, foram discutidas e aprovadas matérias importantes para a gestão dos recursos hídricos no Estado de São Paulo, dentre elas:

 
1) Aprovação da cobrança de água no Comitê de Bacia Hidrográfica do Pontal do Paranapanema – CBH-PP, cujos valores dos preços unitários básicos – PUBs  se mantiveram na média cobrada pelos demais comitês, ou seja: R$ 0,01/m3 captado; R$ 0,02/m3 consumido e R$ 0,09/kg DBO5 – quantidade de oxigênio consumido na degradação da matéria orgânica no meio aquático por processos biológicos.

 

2) Aprovação do aumento da cobrança de água no Comitê de Bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí – CBH-PCJ, que também teve aprovação deste mesmo aumento no Comitê Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Isto elevará a cobrança em cerca de 25% até o ano 2016, com valores finais nos PUBs de R$ 0,0146/m3 captado; R$ 0,0255/m3 consumido e R$ 0,1274/kg de DBO5.

 

3) Reenquadramento de trecho do rio Jundiaí de classe 4 para classe 3, devido a melhoria da qualidade da água com o funcionamento das Estações de Tratamento de Esgoto – ETEs, possibilitando captação de água para uso urbano na cidade de Indaiatuba.

 

Apesar da UNICA apoiar a cobrança da água como um importante instrumento de gestão dos recursos hídricos, a entidade ressalta que esta não é a única medida, e que o aumento vem justamente em um momento delicado do setor sucroenergético em relação a sua situação financeira, que é também agravada por conta das secas.

 
“O ideal é que este aumento da cobrança não acontecesse neste momento, pois isto gera um impacto para o setor, estamos falando de um incremento aproximado de 0,05% do custo operacional da cana – COT,” concluiu Elia Neto.

 

Em contrapartida, a cobrança pelos recursos hídricos é um dos grandes argumentos para que se promova de forma mais intensa o uso racional das águas, algo que já vem sendo muito bem feito pelas indústrias de cana-de-açúcar ao longo dos anos.

 

Tanto a cobrança do Pontal do Paranapanema como o aumento do PCJ se efetivarão assim que o decreto seja assinado pelo governador, devendo entrar em vigor em 2015.

 

http://unica.com.br/noticia/

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