APROVEITAR AS NOSSAS VANTAGENS COMPARATIVAS.

 

Após termos atualizado os dados do Índice Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e Competitividade – IBDSC, incluindo os dados de 2013 e 2014, nos dedicamos a incluir um fator ambiental ligado ao aquecimento global – as taxas de emissões de CO2 referenciado ao PIB (US$) calculado na base da capacidade de troca, para os países do nosso ranking.

Como podemos observar nos gráficos abaixo,algumas conclusões podem ser deduzidas da comparação direta:

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  1. A China sofre impacto significativo pela sua alta taxa de emissões e passa de segundo lugar para quarto lugar perdendo posições para a França e Alemanha.
  2. A França estabiliza os valores de 2012 a 2014 em função de ser o país com menores emissões relativas por depender muito pouco de combustíveis fósseis para a geração de energia devido à forte participação da energia nuclear na sua matriz elétrica.
  3. A Índia perde 11% de IBDSC devido à alta taxa de emissão, o mesmo ocorre com a Rússia que perde na média 15% nos últimos três anos da análise.
  4. Os Estados Unidos sofrem forte queda no índice e vê a diferença para a França, Alemanha e Inglaterra cair significativamente em função de políticas energéticas mais limpas destes três países.
  5. O Brasil melhora relativamente sua posição e passa a superar a Argentina e a índia. O Brasil registra metade das emissões de CO2/US$ em relação à Argentina devido ao uso intensivo da hidrelétricas na sua matriz elétrica.
  6. O Japão experimenta uma queda mais acentuada no índice em função do aumento do uso de térmicas a gás importado para substituir as usinas nucleares no pós Fukushima (2011).

Estes indicadores são relevantes para percebermos onde se localizam as oportunidades no pós COP21, pois, embora ainda somente no papel, as conclusões da conferência, e principalmente as Metas do Desenvolvimento Sustentável aprovadas serão os conceitos que nortearão governos, organismos multilaterais e principalmente o mercado e em particular o sistema financeiro. O Brasil precisa atuar com competência para atrair investimentos em setores estratégicos do ponto de vista da sustentabilidade, principalmente dos fundo do qual fazemos parte, como o novo Banco dos Brics, no qual temos participação relevante, entretanto sem aproveitarmos esta posição em nosso favor, em parte pela falta de transparência da gestão deste banco, que repete infelizmente, outras experiências semelhantes – isto precisa ser superado.

Outro ponto relevante é promover a revisão das nossas metas de redução de emissões, pois os compromissos assumidos pelo Governo Dilma (nos dois mandatos) foram calcados em previsões pouco realistas e não condizem com as bases necessárias para a formatação de projetos sustentáveis nas áreas da agricultura, energia e florestas.

A ABIDES ao abrir os dados do IBDSC e os manter atualizados, aponta para rotas mais realistas e informadas na tomada de decisões estratégicas, pois somente a observância das nossas vantagens comparativas possibilitará a nossa inclusão correta no novo mercado do Desenvolvimento Sustentável.

 

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

 

 

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