América Central aponta “dívida ambiental” do mundo desenvolvido

América Central aponta “dívida ambiental” do mundo desenvolvido

Vários países do Sistema de Integração Centro-Americana (Sica) disseram neste sábado que as nações desenvolvidas têm uma “dívida ecológica” com essa região do mundo que sofre os efeitos de uma mudança climática que não gerou.
O ministro do Meio Ambiente da Guatemala, Luis Ferraté, indicou em entrevista coletiva, no marco da 16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-16), que a mudança climática foi gerada pelos países industrializados e não por países em desenvolvimento.

“Investimos bilhões de dólares de nossos próprios impostos em adaptação e diminuição da poluição, indicou, e os países do Sica não produziram nem sequer três milésimos dos gases do efeito estufa, apesar de serem os mais vulneráveis do planeta”, disse.

“É injusto sob o ponto de vista ambiental e climático, há uma dívida ecológica que tem os países industrializados conosco”, especificou. Ferraté assinalou, no entanto, que se pode chegar a consensos na COP-16 que remedeiem esta situação, se há vontade, inteligência, solidariedade e reciprocidade.
O vice-presidente executivo do Conselho Nacional para a Mudança Climática da República Dominicana, Omar Ramírez, assinalou que as nações do Sica não contribuem nem com 0,1% das emissões do planeta e, no entanto, fazem esforços na redução de emissões de 4%, apontou.

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