Amazônia sob Pressão

A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georeferenciada – RAISG lança nesta terça, simultaneamente nos 9 países da Amazônia o mais completo panorama já realizado sobre as ameaças atuais sobre a conservação da maior floresta tropical do planeta.

Fruto do trabalho de 3 anos, a publicação indica um quadro acelerado de substituição de paisagens em toda Amazônia, colocando em risco o habitat de diversas espécies, a manutenção de serviços ambientais e própria riqueza social existente entre os 385 povos indígenas que vivem na região.

Amazônia sob Pressão está dividido em 6 temas, considerados os principais vetores de destruição da paisagem: estradas, petróleo e gás, hidrelétricas, mineração, fogo e desmatamento.

Com 68 páginas, o Atlas traz 55 mapas, 71 tabelas e 23 gráficos mostrando a situação atual e os planos futuros para cada um dos temas: Eis algumas das mais importantes conclusões.

•Em dez anos, 240 mil km2 de florestas foram perdidos, o equivalente a todo território do Reino Unido.

•Cerca de 80% das áreas protegidas e 95% das terras indígenas estão impactados por algum dos temas analisados.

•Se todos os planos de investimento nos países forem efetivados, até 50% da Amazônia pode ser perdida.

A RAISG é uma rede de organizações não governamentais, institutos de pesquisa e departamentos de governo que trabalham com informação georeferenciada na Amazônia.

No momento 11 instituições fazem parte do grupo, que busca, através do atlas e publicações, levar um visão pan-amazônica da região.

O Eco, que possuí desde 2009 uma rede de jornalistas nos 9 países da Amazônia, é o parceiro de mídia da RAISG para o lançamento do Atlas 2012.

Abaixo, (no site o eco), reunimos conteúdo especial produzido para o lançamento do Atlas, incluindo uma série de reportagens feitas por nossos correspondentes nos países amazônicos.

A Amazônia está sob grave processo de degradação e supressão, para se tornar uma área de produção e um corredor de exportação de mercadorias de baixo valor agregado.

Artigo: Amazônia Socioambiental, por Beto Ricardo, coordenador-geral da RAISG

((o))eco
04 de Dezembro de 2012

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