Agência Global para o Meio Ambiente poderá surgir da Rio+20

A criação de uma Organização Mundial para o Meio Ambiente, nos moldes da Organização Mundial do Comércio – OMC, foi defendida esta semana pela ministra de Ecologia da França, Nathalie Kosciusko-Morizet, durante um discurso na conferência “Em direção a uma nova governança global para o meio ambiente”, em Paris. A ministra afirmou que mais de 100 países apoiam a iniciativa.

“A Rio +20 não será um sucesso se não propusermos uma reforma da governança mundial e o reforço do seu pilar ambiental”, enfatizou Nathalie.

“Os vinte anos que seguiram após a Eco 92 não apresentaram avanços significativos em direção à sustentabilidade do modelo atual de desenvolvimento.”

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, braço das nações unidas para assuntos ambientais criado na Conferência de Estocolmo, em 1972, não tem a força que uma agência global teria, além de possuir um orçamento voluntário e apenas 58 membros em seus quadros.

Segundo o portal Terra, o embaixador francês Jean-Pierre Thebault, encarregado de temas ambientais, considera que falta ao mundo uma agência deste porte para tratar de meio ambiente:

“A OMC – Organização Mundial do Comércio, trata do comércio, a OIT – Organização Internacional do Trabalho, dos aspectos sociais, mas falta o pilar ambiental”, explicou.

“Na questão ambiental, há mais de 500 acordos e convenções sem coordenação entre si. É uma selva”, disse.

A nova agência auxiliaria na implementação de padrões ambientais globais, mas seria mais poderosa que o PNUMA.

Segundo Nathalie, o órgão lutaria contra o dumping ecológico; produção que não paga pelos estragos ambientais, e aplicaria sanções.

Daniele Bragança em 04 de Fevereiro de 2012

www.oeco.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.