ABIDES DEFENDE A OPÇÃO ETANOL

ABIDES DEFENDE A OPÇÃO ETANOL

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Em face da crise do segmento de produção de etanol, causado por deficiências da política energética do Governo, o Presidente da ABIDES visitou a UNICA (União da Indústria de Cana-De-Açucar) quando foi recebido pelo Dr. Eduardo Leão de Souza, Diretor Executivo da Entidade. O objetivo desta visita foi receber da UNICA informações qualificadas sobre a situação atual da produção de etanol e os aspectos ligados à bioeletricidade produzida a partir dos resíduos da cana de açúcar.

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Na realidade, o programa de etanol e de bioenergia derivados da cana de açúcar deveria ser teoricamente o mais bem sucedido de substituição  de combustível fóssil por combustível renovável do mundo. Em parte esta meta foi cumprida pela resposta do setor produtivo que garantiu substancial aumento da oferta de etanol anidro e hidratado, desde o início do programa a partir do Pró-Álcool. De 2004 a 2010, mais de 100 novas plantas industriais foram construídas, e o número de unidades em operação superou 400 empresas.

Para se ter uma ideia da dimensão do setor para e economia brasileira, conforme levantamento realizado pela Universidade de São Paulo, o valor bruto movimentado pela cadeia sucroenergética na safra 2013/2014 superou US$ 100 bilhões, com um PIB do setor de sucroenergético de aproximadamente US$ 43 bilhões.

Porém, este caso de sucesso está sendo ameaçado por consequências de falhas na condução da política energética do País. Desde a crise financeira mundia de 2008, mais de 7o usinas já fecharam as portas no Brasil e 66 estão em processo de recuperação judicial. Do ponto de vista do mercado, a crise do setor e consequente redução do crescimento da oferta de etanol, levou o País a importar nos últimos três anos quase 9 bilhões de litros de gasolina, num total de US$ 8.8 bilhões em divisas.

Ao priorizar o incentivo ao uso da gasolina através de subsídios e controle de peço, o Governo Federal através da Petrobras causou sérios impactos no mercado de etanol, fator principal da crise deste importante segmento produtivo.

Na nossa visão, compartilhada com a UNICA, o passo principal para contornar a atual situação será a definição clara do papel do etanol e da bioeletricidade dentro da matiz energética, com medidas que criem um ambiente estável em médio e longo prazo para a recuperação, consolidação e expansão do setor. Dentro desta perspectiva cabe um conjunto de medidas econômicas e fiscais que propiciem previsibilidade e estabilidade para a devida recuperação dos ativos e favoreçam novos investimentos.

Eng. Everton Carvalho

Presidente da ABIDES

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