A Economia Azul: solução aos problemas atuais ou simples teoria?

E se fosse possível basear nossa economia no aproveitamento total e uso inteligente dos recursos naturais, de forma a não só abandonar formas poluentes de energia, como ainda a incentivar a preservação?

E se nos inspirássemos em outros animais, no ciclo de vida de vegetais, ou ainda utilizar pequenos organismos, como fungos e bactérias, para melhorar a vida que levamos?

Foi baseando-se nessas questões que o empresário belga Gunter Pauli desenvolveu a teoria da Economia Azul.

Gunter, que fez parte do Clube de Roma, primeiro grupo a discutir a questão ambiental a um nível internacional, afirma que, em face aos grandes desafios mundiais, um novo modelo econômico é necessário.

Diferentemente da Economia Verde, que também preza por mudanças estruturais na economia, baseando-se na sustentabilidade social, econômica e ambiental, a Economia Azul requer menos gastos e investimentos.

Um pouco confuso essa mistura de cores? Vamos a alguns exemplos práticos: o engenheiro gaúcho Jorge Alberto Vieira Costa é um dos pioneiros aqui no Brasil a utilizar essa teoria.

Seu projeto consiste na absorção do CO2 da queima do carvão por algas Spirulina, que produzem proteínas que podem ser utilizadas para alimentação e, além disso, podem ser transformadas em biocombustíveis.
A ideia aqui é, literalmente, imitar a natureza. Observar e aprender com o que ela tem de melhor: as evoluções e adaptações à vida.

Em seu livro, “The Blue Economy: 10 years, 100 Innovations, 100 Million Jobs“, Gunter apresenta inovações e projetos que podem ser utilizados por economias ao redor do mundo.

O livro é o resultado de 10 anos de pesquisas e contem 100 ideias inovadoras que visam beneficiar não só o meio ambiente, mas que devem prover as necessidades básicas do ser humano, como o acesso a água, alimento, abrigo e empregos – se realizados, podem gerar 100 milhões de empregos.

Mas não pensemos que são apenas teorias de um estrangeiro maluco, muitos desses projetos – como o brasileiro – já estão em prática. O que é preciso agora é o reconhecimento e investimento maior.

A pergunta que fica é: seriam essas “novas tecnologias” a solução para os problemas na economia global?

Sugiro que assistam o vídeo (no site) que traz alguns outros exemplos de como aproveitar os princípios da Economia Azul para gerar energia de forma barata e renovável, com o que temos de sobra ao nosso redor.

www.essetalmeioambiente.com

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