2016: DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS!

2016: DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS!

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Muitos especulam que 2015 foi um ano que não acabou! Estudar e entender o que esta reflexão popular significa é um desafio intelectual, pois as razões são algumas objetivas e muitas subjetivas e as subjetivas tem diversas interpretações. Mas aceitamos o desafio de pelo menos apontar uma lógica para explicar porque este sentimento geral de que 2015 não termina hoje.

Certamente as crises econômica e política, com todos os fatos ocorridos nestas duas áreas da vida nacional fundamentam parte desta inquisição – um Presidente da República (no caso uma Presidente) que assume o comando do País após uma acirrada e nada ética disputa eleitoral traz um conjunto de promessas apresentadas em mensagem ao Congresso Nacional, das quais parte foram cumpridas, outras parcialmente e muitas não cumpridas. A questão maior quanto ao Presidente da República foi a contradição entre o que a candidata pregou durante a campanha eleitoral e o que colocou em prática como políticas do seu governo, praticamente um programa de trabalho muito semelhante ao defendido por seu principal opositor.

Bem, não será necessário historiar os acontecimentos no campo político amplamente coberto pela mídia e de conhecimento geral, até chegarmos no final deste ano com um processo de impeachment da Presidente tramitando no Congresso Nacional, O Presidente da Câmara dos Deputados sendo processado na Comissão de Ética da casa e diversos inquéritos no qual consta como réu em tramitação no STF e o Presidente do Senado Federal e do Congresso nacional com diversos inquéritos criminais no mesmo órgão. Cenário muito bem definido do baixo nível na gestão, tanto do poder executivo como no legislativo. Este legislativo enfraquecido pelo envolvimento de seus presidentes em graves denúncias e com credibilidade perto de zero na sociedade, para resolver suas querelas apela para o STF, que passa a utilizar o ativismo político para influencias as últimas decisões políticas de 2015, “embolando o meio de campo” como se diz na gíria futebolística.

Por este cenário, no campo político, fica muito claro porque 2015 é o ano que não terminou!

No campo econômico e social, os indicadores de PIB, inflação, desemprego e queda da renda dos trabalhadores explica o restante da equação, que é simbolizada pelas recentes demissões de milhares de trabalhadores da emblemática Usiminas, Cubatão, no limiar de 2015.

Fica neste campo econômico, também muito claro, porque 2015 não terminou!

Outros indicadores de inconsistência e incompetência na gestão do Estado Brasileiro foram o Desastre de Mariana, o maior desastre humanitário e ambiental do País, uma demonstração do despreparo do sistema de proteção ambiental, tão decantado em prosas de versos como um dos melhores do mundo. Pode até ser no papel, mas na prática este desastre anunciado é a prova maior de que não é. Autoridades estatais, que deveriam ter tido a capacidade de prevenir e evitar tal desastre, se arroubam em sobrevoos pagos com o dinheiro do contribuinte na área do desastre para depois dar bombásticas declarações sobre o acidente, como se eles nada tivessem a ver com as causas do mesmo. A Presidente em Paris declara:

“A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil, na grande bácia hidrográfica do rio Doce”, afirmou. “Estamos reagindo pesado com medidas de punição, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragedia.”

Esqueceu-se a Presidente de anunciar também investigação e severa punição para os agentes públicos co-responsáveis pelo desastre, que pousam de bons moços! Não foi somente a “ação irresponsável de umas empresas” mas também inações irresponsáveis de pessoas nomeadas por ela para os ministérios e organismos de fiscalização e controle tanto no âmbito federal como estadual. Falhou também o aparelho de estado – se fosse no japão ministros teriam caído se não talvez praticassem o “haraquiri” – mas aqui, os nossos são intocáveis. Faltou sim honestidade intelectual á Presidente; mas não pense que consegue enganar a toda uma sociedade, mais atenta e consciente de que nossos governantes, de ha muito tempo, governam para si próprio, para seus próprios interesses, para seus grupos políticos e de costas para a população.

A quebra do sistema de saúde no Rio de Janeiro e as epidemias de dengue, chikungunya e zica demonstram a fragilidade do nosso sistema nacional de saúde e a péssima gestão do Estado do Rio de Janeiro nesta área.

Fica explicada a sensação de que 2016 não acabou!

Mas 2016 esta ai e para nós, sociedade organizada, trata-se de um grande desafio, pois só podemos contar com nós mesmos e assumir como ponto de referência que não poderemos contar com o Estado Brasileiro, que ainda estará preso às mazelas criadas no ano que não terminou.

Mas o Brasil é forte, o seu povo é guerreiro e nossa tarefa e gerar novas iniciativas capazes de reerguer nossa nação por nós mesmo. A nossa criatividade já foi testada várias vezes e em situação também de abandono e conseguimos superar. Será até bom superarmos com nossas próprias forças, pois assim o fazendo, definiremos as nossas próprias metas e meios para atingi-las e nesse bojo haverá espaço para promovermos a necessária reforma do Estado Brasileiro, que da forma que vem sendo conduzido, irá inevitavelmente cair no abismo que os nossos governantes construíram – que caiam sós nestes abismos, que nós saberemos juntar os cacos que sobrarem para reconstruirmos um Brasil realmente, forte, justo e feliz.

FELIZ 2016

ENG. EVERTON CARVALHO

PRESIDENTE DA ABIDES

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