2015 SUSTENTÁVEL

2015 SUSTENTÁVEL.

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Sobre a crise brasileira não será necessário gastarmos linhas deste editorial, pois o nosso dia-a-dia e a cobertura jornalística dão conta de nos fornecer a dimensão e a gravidade dos desafios. Então, resta a pergunta – qual a vinculação deste cenário com a questão do Desenvolvimento Sustentável?

Constatamos em Lima, na COP 20, grandes dificuldades do conjunto das nações em alcançar algum resultado para uma solução viável de um acordo abrangente capaz de resolver o problema do aquecimento global. Após uma maratona de reuniões, enfim conseguiu-se uma agenda mínima preparatória da Cúpula de Paris a ser realizada no final de 2015, quando se espera que seja aprovado um Acordo Global do Clima.

Grande parte dos observadores consideram este resultado muito aquém do necessário, mas, em todo o caso, foi o passo possível – fica ainda em cheque a capacidade dos organismos multilaterais em dar conta de resolver este grande problema, que ameaça seriamente a vida na terra em futuro bem próximo, no horizonte dos próximos 50 anos, se nada for feito para reduzir drasticamente as emissões dos gases do aquecimento global.

China e EUA deram um passo positivo em 2014, assumindo em conjunto compromissos no combate à poluição em geral e em  particular com a redução destas emissões, uma nova postura importante por servir de referência para outras nações, mas não necessariamente suficiente para responder à dimensão do desafio.

Aqui no Brasil, o ditado de Bezerra da Silva tem particular aplicação, pois com os anunciados ajuste fiscal e cortes orçamentários, o cobertor ficará curto e a farinha irá faltar, sobrando poucas perspectivas para iniciativas sustentáveis, pois sabido é que nestas crises, os cortes serão aplicados no considerado supérfluo e descartável – “A Futura Geração“.

É esta infelizmente a concepção do Estado Brasileiro e porque não dizer da nossa sociedade, que não consideram, como deveria ser, o Desenvolvimento Sustentável como uma prioridade máxima, que mais do que ser uma meta para resguardar nossas riquezas naturais, garantir o futuro dos jovens e garantir qualidade de vida, seria o caminho mais promissor de promover o crescimento econômico sustentável e sustentado, tendo como lastro a valoração dos serviços ambientais da nossa imensa riqueza natural e do nosso importantíssimo patrimônio genético.

É esta a visão da ABIDES, neste momento de diálogo neste início de 2015, que recomenda aos tomadores de decisão, um olhar capaz de privilegiar a inovação, que neste caso passa por uma consideração especial para as prioridades do Desenvolvimento Sustentável, sem o  qual estamos fadados ao atraso eterno.

Eng. Everton Carvalho – Presidente da ABIDES

Arq. Ana Rita Maciel Ribeiro – Diretora da ABIDES

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